Conteúdo publicado há 9 meses

Dólar sobe a R$ 5,089 com inflação nos EUA e guerra em Israel; Bolsa cai

O dólar subiu 0,77% e fechou a sexta-feira (13) vendido a R$ 5,089, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. Mesmo com o desempenho de hoje, a moeda americana termina a semana com baixa acumulada de 1,42%.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), caiu 1,11% e chegou aos 115.754,08 pontos. Na semana, porém, o indicador subiu 1,39%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Inflação nos EUA reforça apostas de juros altos por mais tempo. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,4% em setembro — um pouco acima da previsão de economistas consultados pela Reuters (0,3%). A alta da inflação reacende a possibilidade de o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) aumentar a taxa básica de juros em dezembro.

Guerra entre Israel e Hamas impacta o câmbio e as ações. Analistas temem que a escalada do conflito possa afetar a oferta global de petróleo, o que traria consequências para o dólar e os mercados. Também há um receio de que outros países acabem se envolvendo na guerra. Hoje, um bombardeio de Israel na fronteira com o Líbano matou um jornalista da Reuters.

Os dados [da inflação americana] manterão o Fed em alerta. Outras surpresas nos próximos relatórios de inflação e de emprego podem deixar um aumento [nos juros] em aberto para dezembro.
Nicholas Van Ness, do Crédit Agricole CIB, à Reuters

Israel está prestes a iniciar uma invasão por terra na Faixa de Gaza. Com os conflitos no Oriente Médio, o mercado teme que algo no fim de semana possa acontecer. O pior cenário seria o Irã se envolver diretamente na guerra, o que poderia elevar ainda mais as cotações do petróleo.
Andre Fernandes, sócio da A7 Capital, ao UOL

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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