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7 lições para ativar a criatividade que escolas de negócios não ensinam

Renata Gama

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Gabriel Coelho, fundador da Empodere-se, empresa de treinamento em design thinking

    Gabriel Coelho, fundador da Empodere-se, empresa de treinamento em design thinking

Não foi por ter acesso a grandes escolas de negócios e ao mundo corporativo que Gabriel Coelho, 35, fundador do Empodere-se (programa intensivo de treinamento coletivo), deixou de sentir dificuldades para se descobrir capaz de criar e inovar.

No currículo, ele lista passagem por ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Lewis-Clark College (USA) e Fundação Getulio Vargas, além de experiência executiva em multinacionais.

Porém, essa trajetória não foi o suficiente para ajudá-lo a colocar seus talentos criativos em prática. "Não era ainda o que eu sentia e buscava como a real inovação." Foi quando abandonou a carreira executiva para empreender. Fracassou duas vezes em dois anos. "Percebi que levei todos os parâmetros e referências do modelo de gestão e liderança que aprendi no meio corporativo." Até encontrar seu norte na terceira empresa.

Nessa virada, Coelho diz que uma ferramenta, o design thinking (técnica de cocriação), o ajudou a abrir os horizontes. Hoje, ele é um dos nomes por trás da expansão da técnica no Brasil, como idealizador do DTW (Design Thinking Weekend), um programa intensivo para a prática da ferramenta. Ele também é membro do Google Business Group São Paulo.

A seguir, veja 7 lições que as escolas de negócio não ensinam para ativar a capacidade criativa de cada um:

1. Descubra o que dá prazer

"Eu fiz tudo que meus pais, escolas, sociedade me 'cobraram' ou 'direcionaram': ser um bom aluno, estudar nas melhores escolas, ter experiência internacional, trabalhar em multinacionais e, depois de realizar tudo isso, me vi com sérios problemas de saúde e com relações que considerava pouco saudáveis", declara.

Segundo ele, é necessário encontrar algo que faça sentido e dê prazer para destravar o lado criativo. "É incrível como quando realizamos algo legítimo que está conectado à nossa essência, as possibilidades são exponenciais", afirma Coelho.

2. Despeça-se de padrões preestabelecidos

"Todos são criativos. Fomos apenas 'encaixotados' em um modelo que muitas vezes não nos permite enxergar as questões por outros ângulos", diz. Depois de experimentar na prática o valor da empatia em exercícios de design thinking, como ir à rua, conversar com crianças e até mendigos, para encontrar soluções coletivas, ele diz que percebeu um mundo muito mais complexo do que imaginava existir.

3. Abandone o comportamento de gangue

"Estamos condicionados a estar em tribos e nos encaixamos nos padrões para sermos aceitos por elas", diz. Segundo Coelho, é preciso olhar o mundo como uma rede de trocas. 

"Vejo no colaborativismo a chave para melhor trabalhar as questões individuais", diz, lembrando que, durante sua fase de redescoberta, morou numa casa colaborativa com mais 12 pessoas. "Tinha minhocário, tarefas compartilhadas. Brinco que fiz da minha vida um protótipo."

4. Busque ambientes flexíveis

Coelho defende que tanto lugares quanto pensamentos e relações precisam estar abertos para absorver mudanças. "Quando não estamos limitados a um espaço, seja ele físico ou mental, a energia e as ideias fluem mais rapidamente. Nas minhas andanças, percebi que nos sentimos melhor em espaços adaptáveis."

5. Esteja aberto às possibilidades

Para Coelho, é preciso deixar de lado a ideia de que há certo ou errado na hora de criar. "Não há uma única solução para absolutamente nada. Ou seja, há diversas possibilidades para os diferentes problemas e isso pode ser mais bem percebido em um modelo colaborativo."

6. Respeite seu relógio biológico e o dos outros

Querer que as pessoas sejam produtivas em horários determinados é um equívoco nas empresas, segundo Coelho. "Cada um produz melhor em determinada hora do dia. Porém, quando trabalhamos em horário de expediente, acabamos desperdiçando energia nos momentos improdutivos."

7. Busque soluções conforme cada público

Para Coelho, o repertório próprio muitas vezes não serve de referência na hora de buscar soluções para clientes. "Muitos executivos encontram a solução dos problemas nas suas próprias experiências. Porém, hoje, percebo que é muito mais efetivo buscar a solução nas experiências do público-alvo ou do usuário de determinado produto ou serviço." 

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