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Start-up fatura R$ 1 milhão com delivery de moeda estrangeira

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Fernando Pavani e Stefano Milo são sócios na BeeCâmbio

    Fernando Pavani e Stefano Milo são sócios na BeeCâmbio

Depois de trabalhar por quase 10 anos na área financeira, o economista Fernando Pavani, 32, identificou uma oportunidade de negócio: tecnologia para o mercado de câmbio. Ele é fundador da BeeCâmbio, um site para compra de moeda estrangeira online com delivery.

Em 2015, a empresa faturou R$ 1 milhão e pretende dobrar o valor este ano. O lucro não foi divulgado.

O site é apenas um intermediador entre o cliente e as casas de câmbio e ganha uma comissão sobre as vendas –o valor não foi divulgado. São sete casas de câmbio parceiras atualmente, selecionadas pela qualidade, como disponibilidade da moeda e segurança na entrega.

"Não somos um comparador de preços, pois nosso foco não é esse. Priorizamos a prestação de serviço", diz Pavani. Outros sites cumprem essa função, como o MelhorCâmbio, que permite até pechinchar o valor da moeda

São oferecidas cerca de 23 moedas estrangeiras, em todas as capitais. O pedido é feito pelo site, mas o pagamento é realizado diretamente entre o cliente e a casa de câmbio. A compra mínima é de US$ 200.

A entrega também é responsabilidade da casa de câmbio, e o prazo mínimo é de um dia após a confirmação do pedido, para que a corretora possa programar a entrega e a disponibilidade da moeda. O prazo pode ser maior para regiões mais afastadas e dependendo da moeda.

Investimento inicial foi zero

A ideia de negócio surgiu em 2012, diz Pavani. "Minha mãe trabalhava com agência de turismo e comecei a notar que o mercado de câmbio não investia em tecnologias online, em comunicação com o usuário, em tratamento exclusivo."

A BeeCâmbio foi lançada oficialmente no início de 2014, sem nenhum investimento inicial, de acordo com Pavani. Antes disso, uma versão bem simples do site foi testada durante três meses e já começou a dar retorno financeiro, que foi reinvestido no negócio. "Eu sabia programar, meu sócio entendia de experiência do usuário [navegação no site ou app] e um amigo fez o layout", diz.

São realizadas de 68 a 80 operações por dia pelo site e cerca de 200 consultas, segundo o empresário.

Os próximos passos da empresa são o lançamento de uma plataforma para realizar remessas para o exterior, ampliar as parcerias com as casas de câmbio e a área de cobertura do site para cidades do interior.

Desafio é mudar cultura para ganhar escala

De acordo com Rafael Ribeiro, gerente da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), o segmento de start-ups que cria inovações na área de serviços financeiros, as chamadas "fintechs", tem crescido, mas o mercado de câmbio ainda é pouco explorado.

"Há muitas oportunidades nesse segmento porque é um mercado grande e pouco explorado", afirma.

No entanto, ele diz que a segurança e a confiança são pontos sensíveis do segmento e exigem uma mudança de cultura, o que pode atrasar o crescimento do negócio. "Eles precisam de depoimentos de quem já usou o serviço e gostou para atrair novos clientes e ganhar escala."

Onde encontrar:

BeeCâmbio: www.beecambio.com.br

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