Ônibus escolar americano e inglês de dois andares viram food truck em SP

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Cansado de atuar no ramo da construção civil, o economista Rodrigo Arjonas, 38, resolveu investir em uma de suas paixões: a gastronomia. Abriu o food truck Busger, em junho de 2015, e começou a vender hambúrgueres feitos com carne, pães e acompanhamentos artesanais.

O veículo escolhido para iniciar o negócio foi um ônibus escolar americano, que foi reformado e pintado de vermelho (esses ônibus são tradicionalmente amarelos). Ele fica parado em um estacionamento no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo.

No final do mês deste mês, ele vai inaugurar outra unidade, dessa vez em um ônibus inglês de dois andares, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A parte de cima do veículo vai ganhar mesas e cadeiras para receber os clientes. Ele também ficará parado em um estacionamento.

"Optamos por ficar em espaços privados para não esbarrar nas leis municipais que limitam o tamanho e a altura dos veículos usados como food truck. Costumamos fazer parceria com estacionamentos porque é vantajoso para as duas partes."

Ele faturou R$ 2 milhões no primeiro ano do negócio. Desse total, 25% é o lucro do negócio.

Arjonas diz que ele e o sócio, o contador Luciano Oberle, 40, investiram R$ 500 mil para abrir a empresa. Para a nova aquisição, eles conseguiram um aporte de mais R$ 500 mil de investidores, entre eles a patrocinadora Baden Baden.

Sanduíche mais barato custa R$ 18

O food truck vende lanches, porções, chope, refrigerantes e sucos. O prince, feito com pão de hambúrguer, 160 gramas de carne e queijo duplo (cheddar ou prato) gratinado, é um dos mais baratos e custa R$ 18.

O mais caro, R$ 32, é o Shrek, que é feito com 320g de hambúrguer, queijo (prato ou cheddar) gratinado, bacon, maionese artesanal, cebola roxa e tomate no pão artesanal. O mais vendido é o busger, que leva hambúrguer de 160g, agrião, tomate, cebola roxa e maionese apimentada e é feito no pão australiano.

Espaços em regiões mais afastadas

Segundo Arjonas, manter os veículos em regiões afastadas do centro da capital foi a estratégia adotada por ele e o sócio para ganhar "mercados pouco explorados". "A região central tem muita opção de food truck hoje em dia. Nós queríamos levar um produto de qualidade para áreas que, em breve, deverão receber mais lanchonetes móveis."

Sobre a escolha dos veículos, o empresário diz que foi uma forma de tentar se diferenciar dos demais que já estão disponíveis no mercado.

"Claro que os ônibus são nossa vitrine, mas eles não fidelizam cliente. Sabemos que, num primeiro momento, eles despertam a curiosidade e muitas pessoas vão até nós para vê-los. No entanto, o que garante o retorno do consumidor é a comida, e realizamos vários cursos para sempre trazer novidades."

Cozinha deve ser atraente e atendimento rápido

Para Eliezer Sales Ramos, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), a escolha de veículos diferentes para abrir um food truck é positiva porque o carro é a vitrine do negócio. "No entanto, ele sozinho não garante o sucesso da empresa."

O maior desafio para os empresários que atuam com food truck, segundo ele, é ter uma cozinha limpa, organizada e atraente, já que ela fica próxima ao consumidor, e oferecer um atendimento rápido.

"Os processos precisam estar bem definidos para pegar o pedido, cobrar e entregar a comida muito rápido. Afinal, muitos veículos disputam o cliente em espaços como galerias, shoppings e estacionamentos. Tudo conta ponto na hora de o cliente escolher onde vai parar."

Onde encontrar:

Busger: http://www.busger.com.br

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