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Franquia de reparo em casas custa R$ 30 mil e promete lucro de R$ 16 mil

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Estevan Pavarin abandonou a carreira de engenheiro para abrir a rede Help Home

    Estevan Pavarin abandonou a carreira de engenheiro para abrir a rede Help Home

Depois de trabalhar na indústria automotiva por sete anos, o engenheiro mecânico Estevan Pavarin, 32, resolveu abandonar a carreira e investir no setor de manutenção e reparos em residências e empresas. Juntou suas economias, R$ 15 mil, e abriu a Help Home, em 2009, na cidade de Curitiba (PR).

A aposta deu certo. A empresa virou franquia, em 2013, e faturou R$ 15 milhões no ano passado. O lucro não foi revelado. Atualmente, a rede tem 70 unidades (nenhuma própria) e quer fechar o ano com 95 lojas e um faturamento na ordem de R$ 20 milhões.

Para abrir uma unidade da rede, o investimento inicial é de R$ 30 mil. O valor inclui taxa de franquia, capital de giro e custo de instalação. Segundo a empresa, o faturamento médio mensal é de R$ 35 mil e o lucro médio é de R$ 15.750 (45% do faturamento). O prazo de retorno do investimento é a partir de seis meses. Os dados foram fornecidos pela empresa.

Segundo Luis Stockler, diretor da consultoria especializada em franquias BaStockler, esta margem de lucro é possível por ser uma franquia que atua na área de serviços e o material utilizado ser cobrado à parte.

De acordo com Pavarin, a rede está presente em quase todos os Estados do país.

Foco no atendimento de empresas

O empresário diz que começou sua atuação oferecendo o serviço de manutenção e reparos de elétrica, hidráulica, impermeabilização, pintura, entre outros, para residências.

"Contratei profissionais e comecei a trabalhar com pessoas físicas. Logo eu percebi que era melhor focar o negócio em imobiliárias para atender imóveis que estavam para vender ou alugar."

O atendimento corporativo se tornou o foco do negócio da Help Home, que oferece alguns pacotes de serviços para empresas. A companhia não abandonou, no entanto, o atendimento residencial.

Dificuldade pessoal motivou negócio

Pavarin afirma que optou por empreender na área após ter dificuldades para encontrar uma empresa para fazer reparos de hidráulica, eletricidade e pintura em sua casa.

"Eu percebi que, sempre que precisávamos fazer uma obra, nós não encontrávamos profissionais. E isso acontecia com a minha família e com amigos. Com isso, vi uma oportunidade e resolvi investir."

O empresário diz que o maior obstáculo do negócio foi convencer a família sobre a sua decisão. "Meus pais eram contra porque eu estava em uma boa empresa e tinha um cargo de confiança."

Setor tem demanda constante

Para Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), por se tratar de uma empresa que atua no ramo da construção civil, sempre haverá demanda de serviço. "Em época de chuvas, sempre quebra alguma coisa ou surgem problemas de infiltração, por exemplo."

Nagamatsu diz que, por se tratar de uma franquia e estar presente em vários Estados, transmite uma certa credibilidade ao consumidor. "Mas a empresa precisa investir na transparência das obras, ou seja, expor mais fotos dos serviços que já realizou no site."

Para o consultor, o risco do negócio está no planejamento e no cumprimento do prazo da obra e na seleção de mão de obra qualificada.

Onde encontrar:

Help Home: http://www.helphome.srv.br

 

CONSULTORES DÃO DICAS PARA ESCOLHER UMA FRANQUIA

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