Coxinha, quibe e feijoada: jovem abre bar vegano que imita comida de boteco

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Em busca de um lugar tranquilo para morar e de melhor qualidade de vida, o paulistano Eri Lorensatto Camargo, 27, mudou-se para Palhoça (SC) logo após concluir a faculdade de marketing. Sua ideia era abrir um negócio no ramo de alimentação.

Vegetariano há oito anos e vegano há quatro, ele diz que sempre sentiu falta de opções de comidas saborosas, principalmente quando ia a botecos. Em maio deste ano, abriu o Seu Vagem Bar Vegano.

Lá ele vende porções, pratos e sanduíches veganos (sem qualquer substância de origem animal) que imitam os servidos em botecos tradicionais. Ele mesmo criou o cardápio, inspirado em comidas que fazia em casa para os amigos.

O bar serve coxinhas (de soja, palmito, jaca, brócolis ou shimeji), pastel (de palmito, shimeji, banana, morango, chocolate, entre outros), quibe (de proteína de soja e chia), acarajé, falafel, batata frita, mandioca e polenta.

Há também lanche de hambúrguer de quinoa com queijo e maionese vegetais (feitos com batata e cenoura), além de cachorro-quente de soja e de falafel. Entre os pratos, as opções são feijoada com linguiça vegana e legumes, moqueca de grão de bico e escondidinho de cogumelos. 

O prato mais vendido é a feijoada: são cerca de 112 unidades por mês, segundo Camargo.

Pratos a partir de R$ 8,50

O prato mais barato é a torre de berinjela, feita com rodelas de berinjela à milanesa, shitake, cebola, purê de batata e molho de tomate. A unidade custa R$ 8,50.

O bar ainda oferece combos árabe e mexicano, que custam R$ 18,90 cada. O primeiro inclui quatro unidades de falafel, pão sírio e pastas de babaganuche e homus. O segundo tem tortilhas de milho com chili de proteína de soja, guacamole e "cheddar" de batata e cenoura.

A feijoada, o escondidinho de cogumelo e a moqueca de grão de bico saem por R$ 23,90, e a porção com 12 coxinhas custa R$ 28,50.

Empresário cozinhou sozinho no começo

Para começar o negócio, Camargo investiu R$ 40 mil. Hoje, ele fatura R$ 32 mil por mês. O lucro não foi revelado.

"Nos primeiros 20 dias somente eu cozinhava. A sobrecarga era grande. Atualmente eu conto com a ajuda de três funcionários."

Comida saudável tem forte apelo para o público

O número de pessoas que busca uma alimentação mais saudável vem crescendo, segundo Juliana de Magalhães Berbert, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo).

"A demanda vem crescendo e ainda há muito campo para ser explorado. Até pouco tempo, os produtos não eram vistos como saborosos. Hoje, estão mais atraentes e a procura aumentou."

Público é mais exigente

A consultora afirma, também, que os consumidores de comida vegana são mais exigentes e valorizam produtos de qualidade.

"O produto, além de ser saudável, precisa ser saboroso e feito com ingredientes muito bem selecionados para fidelizar o público e atrair novos clientes."

Onde encontrar

Seu Vagem: http://www.facebook.com/barseuvagem/

Em Paris, veganos são marcados com ferro quente!

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