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Franquia de salgadinhos aposta em pão de queijo frito e fatura R$ 7 milhões

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Nem só de coxinha e quibe vive a franquia de salgadinhos Mordidela, de São José do Rio Preto (438 km a noroeste de São Paulo). A empresa decidiu reinventar um produto bastante popular entre os brasileiros: o pão de queijo. Agora, em vez de assado, ele é vendido frito.

A receita tradicional teve que passar por adaptações. "Fizemos vários testes para que o produto ficasse crocante e não murcho, como é vendido nas padarias. Mantivemos o polvilho, tiramos o leite e adequamos a quantidade de queijo", diz o administrador Bruno Zanetti, 31, fundador da Mordidela.

A empresa foi inaugurada em 2014 e virou franquia em fevereiro de 2016. No ano passado, faturou R$ 7 milhões. Desde agosto, quando o pão de queijo frito entrou no cardápio, foram vendidas mais de 6 milhões de unidades --cerca de 10% do total de vendas da rede.

Os salgados da Mordidela têm entre 6 e 7 gramas cada e são vendidos em copos com 15 unidades, que custam a partir de R$ 2,50. O valor médio gasto por cliente é R$ 8. A empresa aceita encomendas para festas, faz delivery e tem planos de vender seus produtos em supermercados.

Além dos salgadinhos fritos, há minichurros, sorvetes, açaí e bebidas. A rede investe também em produtos sazonais, como bolinho de bacalhau na Páscoa. "A ideia é ter sempre novidades no cardápio", afirma o empresário.

Franquia a partir de R$ 54 mil

Em apenas um ano, a rede atingiu 60 unidades em 13 Estados. Confira abaixo os dados, fornecidos pela empresa:

Cidades com menos de 40 mil habitantes

  • investimento inicial a partir de R$ 54 mil
  • faturamento médio mensal de R$ 20 mil
  • lucro médio mensal de 25% (R$ 5.000)
  • retorno do investimento a partir de 12 meses

Cidades com mais de 40 mil habitantes

  • investimento inicial a partir de R$ 85 mil 
  • faturamento médio mensal de R$ 35 mil
  • lucro médio mensal de 20% a 25% (R$ 7.000 a R$ 8.750)
  • retorno do investimento a partir de 12 meses

A meta é chegar a 120 lojas em 2017 e a um faturamento de R$ 20 milhões. "Temos unidades em saídas de metrô e de rodoviárias, com característica de fast food, em que os clientes compram e saem comendo, e lojas com mesas e brinquedos para crianças, que recebem famílias e amigos que consomem no local", diz Zanetti.

Os franqueados recebem os produtos congelados; só precisam fritar e vender. A operação é enxuta e funciona com três pessoas trabalhando. A empresa tem quatro fábricas para abastecer as lojas: duas em São Paulo, uma no Paraná e uma em Pernambuco.

Localização do ponto é essencial para o sucesso

Consumir salgadinhos já é um hábito dos brasileiros e não uma moda, segundo o consultor especializado em franquias José Carlos Fugice, da GoAkira.

"Esses produtos são comercializados há muito tempo, só que em bares, botecos ou de produção caseira. É um ramo informal, não há redes estruturadas, com padrão, com identidade visual que passe credibilidade para o cliente. Isso ajuda a atrair público, é um diferencial, principalmente em cidades pequenas", afirma.

Ele diz que produtos com preços acessíveis tendem a crescer em época de crise, como a atual. "O consumidor escolhe melhor o que vai comprar, e o fator preço pesa na decisão. Operações como essa tendem a se destacar."

O investimento inicial baixo e a facilidade na operação são outros pontos positivos, de acordo com o consultor. Porém, ele diz que é importante investigar o suporte oferecido aos franqueados, já que a rede está crescendo rapidamente. "Conversar com quem já está no negócio é fundamental."

Atingir o faturamento e o lucro prometidos é possível, desde que o ponto comercial seja bem localizado. "É um negócio que depende de volume de vendas, e a compra é feita por impulso e conveniência. Portanto, estar num lugar de grande fluxo de pessoas faz toda a diferença para o sucesso", afirma.

Onde encontrar:

Mordidela: www.mordidela.com.br

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