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Aos 68, fez app com moeda própria que promete até 70% de desconto em compra

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    O empresário Permínio Moreira é criador da star-up Ekko, que funciona por um aplicativo

    O empresário Permínio Moreira é criador da star-up Ekko, que funciona por um aplicativo

Nunca é tarde. O empresário Permínio Moreira está lançando sua start-up aos 68 anos. O Ekko é um aplicativo com moeda própria que quer estimular o comércio em pequenos negócios de bairro, prometendo economia de 5% a 70% nas compras.

Este não é seu primeiro negócio. Moreira já vendeu salgado na rua, foi office-boy, teve empresa de máquinas agrícolas que faliu com o plano Collor, montou confecção para uma ex-namorada, tem franquia dos Correios e três restaurantes que são administrados pelos filhos.

No Ekko, estabelecimentos como padarias, restaurantes, postos de gasolina, cabeleireiros, pet shops e lojas em geral são cadastrados e escolhem os descontos que querem oferecer em determinados dias e horários, para tentar atrair clientes nos períodos de menor movimento.

O consumidor, ao se cadastrar, ganha 200 Ekkos, que é a moeda do aplicativo. Pelo app, ele vê os descontos na região e, depois de consumir, informa que é associado Ekko para fazer o pagamento. Coloca seu CPF e senha no sistema e, automaticamente, paga em reais o valor com desconto e acumula em Ekkos o valor que deixou de gastar.

Os Ekkos têm validade de 90 dias para serem gastos em outros estabelecimentos cadastrados – não é possível usar os Ekkos acumulados no mesmo estabelecimento. "Assim, toda a comunidade ganha", diz Moreira.

Inspiração veio de programas de fidelidade

Divulgação
Ideia da start-up surgiu em 2011

A inspiração, diz o empresário, veio dos programas de fidelidade. "Pontos em programas de fidelidade não trazem vantagem imediata. Você acumula, acumula e, quando quer usar, é difícil. Em vez de se sentir prestigiado, o consumidor fica revoltando. Foi por isso que comecei a desenvolver o Ekko, em 2011", declara.

Lançado em fevereiro, por enquanto está funcionando apenas em Moema, zona sul de São Paulo, e Vila Linda, em Santo André (24 km ao sul de São Paulo). A meta é crescer gradativamente e chegar às principais capitais do Brasil até o fim do ano.

O faturamento vem de comissão cobrada sobre as compras, diz o empresário. O valor investido não foi divulgado. Também não divulgou faturamento nem lucro. O aplicativo é grátis e está disponível na Apple Store e Google Play.

Desafio é explicar a novidade para comerciantes e clientes

Felipe Zmoginski, secretário-geral da ABO2O (Associação Brasileira de O2O), diz que as  empresas do segmento "O2O" são crescentes e têm um mercado potencial de R$ 1 trilhão por ano no Brasil, segundo estudo da entidade. O termo "O2O" significa "Online to offline" e é aplicado às start-ups que usam canais online para oferecer produtos e serviços no mundo real, como o Uber e o AirBnb.

"Esse é um mercado florescente e a empresa em questão apresenta uma inovação, o que traz mais oportunidades. Por atuar no nicho de pequenos negócios em comunidades, não vai competir com grandes empresas", declara.

O desafio, porém, está no esforço de explicar seu funcionamento para comerciantes e consumidores, diz ele. "Toda novidade passa por esse desafio. O caminho é criar casos de sucesso, mostrá-los e fazer com que se multipliquem", afirma. 

Onde encontrar:

Ekko: www.ekko.com.br

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