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Empreendedorismo

Avião fretado para Oktoberfest com open bar e DJ custa a partir de R$ 1.759

Paulo Gratão

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/08/2018 04h00

Quando o empreendedor paulista Stephan Geocze Jr, 39, o "Juca", fundou a empresa Juca na Balada, em 2006, em São Paulo, a ideia era montar um site que divulgasse fotos de festas e vendesse ingressos. Como a margem de lucro seria baixa, o propósito era apenas custear a manutenção do site e garantir a entrada VIP dele nas baladas.

Hoje, seu hobby se transformou num negócio que faturou R$ 15 milhões em 2017 e tem previsão de chegar a R$ 19 milhões em 2018. Seu próximo evento é a Oktoberfest, de Blumenau (SC). A Juca na Balada é uma das transportadoras oficiais e fretou um voo com open bar e DJ. O pacote com aéreo custa a partir de R$ 1.759 e inclui o voo com bebidas à vontade e hospedagem em Balneário Camboriú (SC). 

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Logo ele percebeu o potencial do nicho festeiro e vislumbrou a ideia de um negócio que atrelasse viagens a experiências. “Fui na contramão do que o turismo tradicional fazia: o meu não é pacote de viagens, é uma excursão com programação focada na pessoa que está indo para a festa”, declarou. Assim nasceu a Juca na Balada.

O atrativo é oferecer eventos em horários alternativos à festa que motivou a viagem, todos com open bar e exclusivos para o público da empresa.

Primeira viagem foi em uma van

Com um investimento inicial de R$ 50 mi, a primeira excursão da Juca na Balada para fora de São Paulo foi com uma van para o evento CarnaRioPreto, em São José do Rio Preto (438 km a noroeste de São Paulo).

Recentemente, ele desembarcou na Rússia com um grupo de turistas para acompanhar a Copa do Mundo. Lá, ele montou um ponto de encontro em um restaurante, com open bar.

Pacote para Oktoberfest custa até R$ 2.300

O pacote com aéreo para a Oktoberfest custa a partir de R$ 1.759 e inclui o voo com open bar, hospedagem em Balneário Camboriú, transfer do aeroporto para a festa, transporte para o hotel e duas festas durante o dia. Uma delas é um churrasco em um parque aquático. O empreendedor afirma que todos os eventos, incluindo os transfers, são com bebidas gratuitas para os passageiros. Há também a opção de transporte terrestre até Blumenau, por R$ 699.

O pacote mais caro custa R$ 2.379 e tem como diferencial a hospedagem na própria cidade-sede do evento. Todas as opções podem ser parceladas em até 12 vezes no cartão de crédito ou boleto bancário.

Planos envolvem cruzeiros e eventos internacionais

A Juca na Balada lançará seu primeiro cruzeiro open bar ainda neste ano. Já estão sendo vendidos pacotes para saída da embarcação da Costa Cruzeiros de Santos (SP) em 13 de dezembro, em um percurso que vai até Balneário Camboriú e Ilhabela (SP). A empresa fechou uma área completa do navio para que os passageiros possam encontrar apenas pessoas com o mesmo interesse e ainda ter acesso à experiência open bar. O valor é a partir de R$ 1.899, mas não inclui o transporte de São Paulo até Santos (72 km a sudeste de São Paulo).

Além disso, ele pretende investir em mais eventos internacionais, como o Spring Break de Cancún (México), a final da Champions League, em Madrid (Espanha), as Olimpíadas de 2020, em Tóquio (Japão), e para a Copa de 2022, no Qatar.

Demanda por viagens de nicho cresce, mas há riscos

Toda forma de turismo oferece alguma experiência, segundo o gerente regional do Sebrae-SP Alexandre Robazza. O que diferencia é o potencial de entregar a proposta de forma mais direcionada. “Há uma oportunidade de mercado para criar atividades que acelerem a experiência em determinado aspecto. Olhar para um público, identificar oportunidades e ofertar serviços que atendam a esse perfil”, declarou.

Robazza afirmou que o olhar “nichado” pode ajudar a empresa a se destacar da grande oferta de pacotes de turismo que já existe, pois cria uma comunidade e uma comunicação mais assertiva. No entanto, é preciso identificar se o público-alvo tem interesse que sustente essa modalidade de negócio a longo prazo.

As agências de turismo tradicionais também já começaram a se desenvolver para oferecer experiências para públicos específicos, segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Geraldo Rocha. “Já existem diversos nichos, e essa procura cresce muito. Um que se destacou demais nos últimos anos foi o turismo religioso”, disse.

Ele, no entanto, afirmou que o risco das agências especializadas, como a Juca na Balada, é o mesmo de agências tradicionais: limitar-se a apenas uma oferta. “A empresa pode ser boa em uma coisa, mas não pode ser restrita somente àquilo, pois a moda pode passar e a deixar para trás. Tem de sempre estar aberta a novas opções e demandas do mercado”, afirmou.

Onde encontrar:

Juca na Balada - http://www.jucanabalada.com.br/

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