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A chegada de um novo ano com boas perspectivas para o investidor brasileiro

Com a chegada do novo ano, os períodos de reflexão na vida pessoal, profissional e no mundo dos negócios são inevitáveis. Precisamos revisitar o passado e aprender com suas lições para termos uma visão clara sobre o momento atual e traçar um plano estratégico para os próximos 12 meses.

Em janeiro de 2023, vivíamos um clima de otimismo cauteloso, já que ainda não se sabia ao certo quais seriam os impactos do novo governo nas contas públicas. Olhando para trás, o ano ficou marcado por uma série de avanços na economia do país, indicando o início de um ciclo de ganhos para o investidor com apetite ao risco. Tivemos a aprovação do novo arcabouço fiscal, a reforma tributária e um maior controle da inflação.

Além da recuperação do Ibovespa, que encerrou dezembro acima dos 130 mil pontos, tivemos quatro cortes consecutivos da taxa básica de juros (Selic), que passou de 13,25% para 11,75%, e hoje está em 11,25% —uma verdadeira injeção de ânimo no crédito. Essa redução da taxa de juros beneficia o mercado de ações, estimula o consumo e impulsiona a atividade econômica como um todo.

Todos esses fatores, aliados à melhora no cenário macroeconômico, beneficiaram significativamente os ativos brasileiros, que ganharam destaque, especialmente entre seus pares na América Latina. É inegável que vivemos um momento de otimismo, o que por si só estimula novos investimentos e reforça a velha máxima de que "a Bolsa sobe no boato e cai no fato".

As expectativas positivas neste início de ano são reforçadas pelos dados mais recentes do boletim Focus, do Banco Central. As projeções apontam que a Selic deve chegar a 9% em 2024 e 8,5% em 2025, com ótimos reflexos na economia doméstica, em setores como varejo de alta renda, commodities, shopping centers e construção civil. O cenário de corte de juros também deve ter impacto positivo na reavaliação dos ativos imobiliários, com expectativa de valorização por conta dos ajustes do valor patrimonial dos imóveis. Esse processo é fundamental para a precificação das cotas no mercado secundário, e, consequentemente, o retorno dos investidores.

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix), que acompanha o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários (FIIs), encerrou 2023 em 3.253 pontos, maior pontuação desde 2020. Até o momento, o índice tem se mantido na casa dos 3.200 pontos. De acordo com dados da B3. Quando o IFIX foi criado, em dezembro de 2010, era composto por apenas 50 fundos imobiliários. Atualmente, são mais de cem, um crescimento que demonstra as mudanças e o avanço acelerado do mercado de FIIs ao longo dos últimos anos. Ainda que o número de fundos que fazem parte do Ifix tenha aumentado cerca de 120% desde sua criação, o valor de mercado cresceu mais de 14 vezes, ou 1.370%, passando de R$ 7,8 bilhões para R$ 114,5 bilhões.

Em 2023, tivemos diversos marcos para a indústria de FIIs no país: a base de investidores continuou crescendo, chegando a 2,5 milhões no fim de novembro, segundo dados da B3. Trata-se de um salto considerável, especialmente nos últimos cinco anos. Para efeitos de comparação, o número de investidores nesta modalidade era de apenas 208 mil.

Ao que tudo indica, o ano que se inicia deve seguir a tendência de valorização das carteiras. Naturalmente, é preciso estar atento aos fatores macroeconômicos, que sempre impactam o mercado. Outro ponto de atenção serão as eleições municipais, que devem trazer uma certa emoção para a nossa economia por conta da grande polarização em alguns estados. Apesar de algumas pedras no caminho, é justo afirmar que 2024 será um ano de oportunidades para investidores, com espaço para todos prosperarem. Feliz ano novo!

Opinião

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