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Claudio Felisoni

Claudio Felisoni

Professor Titular da FEA/USP, presidente do Conselho do Labfin.Provar, da FIA, e presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e do Mercado de Consumo)

11/12/2020 04h00

Com a Selic no patamar de 2% ao ano, as aplicações tradicionais, ditas mais seguras, na melhor das hipóteses não propiciam nenhum ganho financeiro. O mais provável é que o investidor esteja de fato perdendo dinheiro. Nessas condições os indivíduos necessariamente, até para proteger o patrimônio, são forçados a buscar ativos mais rentáveis. Porém, como não existe almoço grátis, esse movimento implica também o aumento do risco de toda carteira.

Nessas condições, é útil chamar a atenção para alguns aspectos suscitados pela área da denominada Economia Comportamental. Esse campo do conhecimento junta duas áreas: a economia e a psicologia. Foi exatamente essa junção que resultou em dois prêmios Nobel de Economia: Daniel Kahneman (2002) e Richard Thaler (2017). Entretanto, a origem dessas ideias está nos trabalhos seminais de outro ganhador do Nobel de Economia: Herbert Simon (1978). Foi ele que cunhou o princípio da racionalidade limitada.

Kahneman e Thaler questionaram o princípio da racionalidade dos indivíduos, base da economia neoclássica, no processo decisório. Demonstraram que o processo de escolha é muito mais complexo do que supõem os teóricos tradicionais. Como assinala Kahneman, razão e emoção permeiam os pensamentos que levam às escolhas.