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Temos que caminhar por outras trilhas, mas é bom consultar alguns mapas

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Claudio Felisoni

Claudio Felisoni

Professor Titular da FEA/USP, presidente do Conselho do Labfin.Provar, da FIA, e presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e do Mercado de Consumo)

18/12/2020 04h00

Em um passado não muito distante, nas últimas duas décadas, a Selic chegou perto de 30% ao ano. Nesse cenário a situação de quem tinha dinheiro era relativamente simples: aplicações em renda fixa. Uma rentabilidade excelente e um risco baixo. Risco sempre há, mas, dadas as alternativas, poderia se dizer que o céu era de brigadeiro. Com horizonte sem nuvens, era só esperar que o dinheiro chegava limpinho na conta do que se chamava investidor.

De fato, os indivíduos eram sim investidores, pois separavam uma parte da renda corrente para gerar uma riqueza no futuro. Mas a palavra, apesar de aplicável nas circunstâncias específicas, era profundamente distorcida. Não se requeria do indivíduo quase nenhuma arte ou engenhosidade na escolha de onde aplicar o rico dinheirinho. Na verdade, para os mais abastados as instituições financeiras sempre tinham as melhores ofertas. Para os menos aquinhoados, havia outras alternativas não tão boas, mas ainda assim bastante compensadoras. Era só escolher com certa calma. Algumas poucas contas realizadas com aritmética simples eram suficientes para direcionar o dinheiro que sobrava.