Sílvio Crespo

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Reportagem

Com juros maiores, veja quanto investir para ter renda com baixíssimo risco

Agora que a taxa básica de juros, a Selic, chegou a 14,25% ao ano, diversos investimentos de renda fixa vão render mais.

Nesse novo cenário, você já sabe quanto precisaria investir para receber, por exemplo, R$ 1.000 por mês? E para receber R$ 2.000?

Na coluna de hoje eu trago não somente essas simulações, como explico qual é a conta simples que você deve fazer para descobrir o investimento necessário para qualquer que seja a sua renda mensal desejada.

Quanto investir para receber R$ 1.000 por mês

Nas simulações, vou considerar sempre o investimento mais seguro do país, que é o Tesouro Selic, um título do Tesouro Direto.

Hoje, para receber R$ 1.000 por mês, é preciso ter, aproximadamente, R$ 115 mil nesse papel, já descontando o Imposto de Renda.

Para saber a quantia necessária para gerar outros valores de renda mensal, é muito fácil. Basta dividir a renda desejada por 0,0087.

Por exemplo, para uma renda mensal de R$ 2.000, é necessário ter cerca de R$ 230 mil no Tesouro Selic (2.000 dividido por 0,0087 dá 229.885).

Para renda vitalícia, desconte a inflação

Se você está pensando em investimentos para gerar renda vitalícia, precisa descontar a inflação. Caso não o faça, saiba que, na prática, o valor aplicado perderá poder de compra ao longo dos anos.

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Para o cenário atual, vamos considerar uma inflação de 5,7% ao ano, que é a previsão mediana de analistas de mercado para 2025.

Sendo assim, para saber quanto investir para receber, por exemplo, R$ 1.000 por mês já descontando a inflação, basta dividir 1.000 por 0,0041. No caso, dá R$ 244 mil.

Com esse valor aplicado, o retorno líquido será de R$ 2.126 por mês. Desse valor, R$ 1.126 devem permanecer aplicados para corrigir o montante total pela inflação. Os demais R$ 1.000 podem ser resgatados.

Alguma dúvida?

Tendo alguma dúvida sobre investimentos, me siga no Instagram e envie uma mensagem por lá. Sua pergunta pode ser respondida nesta coluna.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Este material não é um relatório de análise, recomendação de investimento ou oferta de valor mobiliário. Este conteúdo é de responsabilidade do corpo jornalístico do UOL Economia, que possui liberdade editorial. Quaisquer opiniões de especialistas credenciados eventualmente utilizadas como amparo à matéria refletem exclusivamente as opiniões pessoais desses especialistas e foram elaboradas de forma independente do Universo Online S.A.. Este material tem objetivo informativo e não tem a finalidade de assegurar a existência de garantia de resultados futuros ou a isenção de riscos. Os produtos de investimentos mencionados podem não ser adequados para todos os perfis de investidores, sendo importante o preenchimento do questionário de suitability para identificação de produtos adequados ao seu perfil, bem como a consulta de especialistas de confiança antes de qualquer investimento. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura e não está isenta de tributação. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, a depender de condições de mercado, podendo resultar em perdas. O Universo Online S.A. se exime de toda e qualquer responsabilidade por eventuais prejuízos que venham a decorrer da utilização deste material.

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