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Raízen, da Shell e Cosan, vai entrar na Bolsa: veja 8 motivos para investir

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Do UOL, em São Paulo

28/07/2021 04h00

Uma das estreias mais aguardadas da Bolsa, a Raízen se programa para abrir capital no dia 5 de agosto. A empresa é uma das maiores produtoras do mundo de etanol e açúcar, e comercializa produtos derivados dessas matérias-primas, como biocombustíveis, energia elétrica, lubrificantes, entre outros produtos renováveis, segundo explica Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimentos.

A empresa é resultado de uma parceria (joint venture) entre a Cosan e a Shell —cada uma detém 50% do controle da Raízen. Em sua estreia, a companhia pode movimentar até R$ 10 bilhões, e seu valor de mercado pode chegar a R$ 100 bilhões —se esse valor se confirmar, esta deve ser uma das maiores estreias da história da Bolsa. Bevilacqua já adianta: vale a pena comprar papéis da empresa. Veja abaixo os motivos.

Potencial de valorização

Bevilacqua recomenda a compra das ações da Raízen com preço limite de R$ 9,60, que é o patamar mais alto da faixa indicativa de preço. Para o analista, essa faixa de preço "apresenta uma boa oportunidade de investimento e embute um potencial de valorização de 38,4% em relação ao preço médio da oferta (R$ 8,50)".

Segundo o analista, esses são os três motivos pelos quais ele recomenda a compra:

1. Expansão

"Identificamos que a Raízen tem grande potencial de expansão no setor de atuação, principalmente no setor sucroalcooleiros pelos próximos anos, devido à grande presença nas inovações e novas tecnologias através de processos produtivos e diversificações de portfólios de subprodutos. A aquisição da Biosev poderá impulsionar o crescimento trazendo grandes saltos de receitas e Ebitda ainda em 2021", afirma Bevilacqua.

2. Vantagens competitivas

"As fortes vantagens competitivas que a empresa vem gerando nos últimos anos, através de ativos intangíveis, tanto em termos de marcas fortes e conhecidas globalmente como Shell e Cosan quanto em termos de infraestrutura com amplos terminais logísticos, bio-parques e estações de serviços e vantagens de custo, além de o mercado brasileiro de combustíveis ter uma alta barreira de entrada", diz o analista.

3. ESG

"A empresa tem presença forte em métricas ESG (Ambiental, Social e de Governança) na companhia, com altos índices de captura de carbono no país", afirma.

4. Integração

A empresa é integrada e verticalizada. Atua desde a produção da matéria-prima até a venda do produto ao consumidor final, o que permite maior inteligência na comercialização e possibilita a precificação de seus produtos acima da concorrência, segundo o analista.

5. Ativos não-replicáveis

Bevilacqua explica que a empresa possui uma enorme rede de distribuição que inclui ativos no Brasil e na Argentina, incluindo terminais terrestres e portuários, além de possuir seus parques de bioenergia próximos aos mercados consumidores, o que impossibilita a entrada de concorrentes.

6. Negócios de escala

Além da produção própria, a companhia compra e vende produtos de terceiros, o que aumenta seus volumes negociados e possibilita negociar melhores preços e obter margens melhores que a concorrência.

A Raízen é a maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar, maior exportadora mundial de açúcar, maior produtora de biomassa de cana-de-açúcar do mundo, maior geradora de energia elétrica a partir de biomassa no Brasil, possui a maior planta de etanol de segunda geração, uma das maiores plantas de biogás do mundo, opera uma das maiores área agrícolas do mundo e a segunda maior rede de distribuição de combustíveis no Brasil e Argentina.

7. Investimento em tecnologia

A empresa foi a primeira empresa a conseguir produzir o etanol de segunda geração em escala comercial, possuindo a maior planta de etanol de segunda geração do mundo.

A empresa tem uso intensivo de tecnologia, como na produção no campo, em que são utilizados drones e algoritmos para mapear e definir como e quando realizar o plantio e a colheita. A empresa também possui uma Central de Inteligência da Agricultura que ajuda a reduzir em torno de 35% os custos.

Além disso, a companhia possui o aplicativo Shell Box, utilizado por mais de 800 mil usuários, que contribui com a fidelização dos clientes e aumenta o ticket médio.

8. Grandes empresas controladoras

A Raízen é controlada pela Cosan e pela Shell, duas empresas globais que são referências em seus setores.

Quer entender mais? Confira aqui análise completa sobre todas as teses de investimentos no IPO da Raízen, segundo os analistas da Levante.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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