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Quer investir em Bolsa, fundos imobiliários ou criptos? Conheça os ETFs

ETFs são forma de apostar na bolsa brasileira, em ativos estrangeiros e até em criptomoedas de forma simples - Kirill Smyslov/iStock
ETFs são forma de apostar na bolsa brasileira, em ativos estrangeiros e até em criptomoedas de forma simples Imagem: Kirill Smyslov/iStock
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03/08/2022 11h00

Existe uma classe de ativos já bastante consolidada no exterior, mas que tem ganhado muita popularidade no Brasil nos últimos anos: os Exchange Traded Funds (ETFs), também conhecidos como fundos de índice.

Não precisa se assustar com o nome complicado, são apenas de fundos que têm como objetivo replicar o desempenho de algum indicador ou índice de referência, como o Ibovespa, o Índice de Fundos Imobiliários da B3 (IFIX) ou fundos de ações do exterior, por exemplo.

Entenda mais sobre essa classe de ativos, veja quais são os principais exemplos de ETFs listados na B3, a Bolsa de Valores do Brasil e conheça as vantagens e desvantagens desse tipo de investimento.

Veja análise feita pelo Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante Ideias de Investimentos, sobre como diversificar seus investimentos com ETFs.

O que são ETFs?

Os ETFs (Exchange Traded Fund), também conhecidos como fundos de índice, são uma categoria de Fundos de Investimento que surgiu no mercado internacional nos anos 1990, sendo regulamentada no Brasil em 2002. Esses fundos têm como objetivo replicar o desempenho de algum índice de referência do mercado financeiro, seja ele um índice de ações ou de outra classe de ativos.

Por exemplo, um dos principais ETFs do mercado, o iShares Ibovespa (BOVA11), busca copiar o desempenho do índice Bovespa (IBOV), ou Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira. Para isso, o fundo mantém em sua carteira cerca de 65 a 70 ações diferentes que compõem o IBOV, vendendo esses ativos ou comprando novas ações conforme ocorrem mudanças relevantes no índice.

O Ibovespa, por sua vez, é composto por uma carteira teórica que reúne as ações mais relevantes listadas no Brasil, e é utilizado para medir o desempenho da Bolsa. De forma simplificada, o Ibovespa sobe quando a tendência para o mercado é positiva, e o volume de compras de ações é superior ao volume de vendas.

Comparando os gráficos de desempenho do Ibovespa e do BOVA11, conseguimos notar que a correlação entre índice e ETF tende a ser bem perceptível.

Esses fundos são divididos em cotas, que são negociadas em Bolsa da mesma forma que as ações ou as cotas de um fundo de investimento imobiliário (FII). Portanto, se você deseja investir em ETFs, basta possuir conta em uma corretora e pesquisar pelo nome ou pelo código do índice em questão.

Mas antes disso, é preciso conhecer esse mercado mais a fundo.

Quais os índices que os ETFs replicam?

Como dissemos anteriormente, os ETFs podem se propor a replicar os mais diversos tipos de índices do mercado financeiro, sejam eles índices de ações, fundos imobiliários, renda fixa, commodities ou até mesmo criptomoedas.

Esses fundos também podem copiar índices internacionais, o que facilita que investidores brasileiros acessem mercados estrangeiros. Um dos principais exemplos disso é o iShares S&P 500 (IVVB11), ETF que tem como objetivo emular o desempenho do S&P 500, principal índice de ações dos Estados Unidos.

Assim, o mercado de fundos de índice fornece ao investidor inúmeras possibilidades de diversificação em termos de classes de ativos, geografias e mercados, sem burocracia e sem que seja necessário desembolsar quantias exorbitantes.

Um investidor brasileiro pode distribuir um patrimônio de R$ 1.000 entre ações domésticas e estrangeiras, FIIs e criptomoedas, apenas tendo uma conta em uma corretora e adquirindo ETFs listados na B3 - a Bolsa brasileira.

Principais fundos de índice da B3

BOVA11 (iShares Ibovespa)

Talvez o mais famoso ETF da Bolsa, o iShares Ibovespa, gerido pela Black Rock, gestora norte-americana com atuação global, busca replicar o desempenho do Ibovespa, o mais importante índice do mercado acionário brasileiro.

Assim, como já dito anteriormente, o BOVA11 é composto por ações de empresas brasileiras que integram o Ibovespa, normalmente contando com algo entre 65 e 70 ações diferentes na carteira.

Esse ETF é caracterizado pela alta liquidez com relação aos seus pares, ou seja, pela facilidade com que as cotas podem ser vendidas e convertidas em dinheiro. Contudo, é preciso cuidado: em momento nos quais o Ibovespa acumula perdas, o BOVA11 tende a ter uma performance igualmente ruim.

IVVB11 (iShares S&P 500)

O índice que o IVVB11 tenta replicar é o S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos. Portanto, investir no IVVB11 é uma forma de investir indiretamente no mercado de ações norte-americano, sem precisar abrir uma conta em uma corretora estrangeira. O fundo também é controlado pela Black Rock.

A principal vantagem de se investir no IVVB11 é a exposição ao mercado norte-americano, por meio de uma estratégia que permite uma ampla diversificação de empresas e setores.

Além disso, o fundo ajuda a proteger o patrimônio dos investidores contra a desvalorização do real em relação ao dólar, uma vez que investe em ativos dolarizados.

O fundo expõe o investidor, de forma indireta, a empresas como a Alphabet (GOOGL), controladora do Google, a Meta (FB), dona do Facebook, a Coca-Cola (KO) e a montadora de veículos elétricos Tesla (TSLA), entre muitas outras.

HASH11 (Hashdex Nasdaq Crypto Index)

O ETF HASH11 replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), que é um índice da Nasdaq e da Hashdex que reúne os principais criptoativos do mercado, como por exemplo o Bitcoin e o Ether. Assim como o XFIX11, o HASH11 também é jovem, lançado em 2021.

Criptoativos são extremamente instáveis, logo, este ETF é caracterizado como um ativo de alto risco, e suas cotas oscilam bastante de preço. A grande vantagem desse fundo é que ele se apresenta como uma forma simples de diversificar sua carteira e se expor ao promissor mercado de criptoativos.

Vantagens e desvantagens dos ETFs

Uma das principais vantagens de investir em ETFs é a praticidade, pois eles buscam acompanhar o desempenho de um índice específico, de forma que não é necessário acompanhar o desempenho de todos os ativos que integram a carteira desses fundos. Ao invés disso, é preciso apenas ficar de olho no índice que o fundo em questão busca replicar.

Assim, se você acredita que um certo índice irá performar bem em um determinado período, você pode investir no ETF que tem como objetivo replicá-lo e surfar essa alta.

Outra grande vantagem dos fundos de índice é a maior diversificação, ou seja, a exposição a uma grande variedade de ativos, sem precisar investir grandes quantias para isso. Isso ocorre porque um único ETF, como um fundo de investimento, tem muitos ativos diferentes listados. Essa diversificação pode mitigar o risco e reduzir a chance de maiores perdas na sua carteira de investimentos.

Por outro lado, os ETFs, como qualquer outro ativo, também oferecem riscos. Da mesma forma como as cotas desses fundos podem se valorizar caso o índice de referência apresente uma boa performance, o contrário também pode acontecer. Quando o mercado apresenta um desempenho aquém do esperado, o índice de referência tende a cair, e o ETF pode seguir o movimento de queda.

Outro fator que também pode ser um aspecto negativo para muitos investidores é o fato de que os ETFs não pagam dividendos. Ao invés de depositar os proventos na conta do investidor, os gestores dos ETFs reinvestem estes recursos na aquisição de novos ativos para a carteira do ETF, para valorizar as cotas. Dessa forma, os fundos de índice não são os melhores ativos para quem investe pensando em renda passiva.

Veja se vale investir

Em suma, os ETFs são ótimas opções de diversificação, e existem inúmeros fundos de índice listados na Bolsa brasileira que podem ser estudados pelos investidores. Alguns desses fundos buscam replicar o desempenho de ações e outros ativos financeiros, mas há também índices que acompanham o desempenho de commodities energéticas, agrícolas e outros produtos.

Agora que você está familiarizado com essa classe de ativo, pode aprofundar seu conhecimento sobre ela para analisar se vale a pena incluir ETFs em sua carteira de investimentos.

Veja aqui o relatório completo sobre como investir em ETFs.

Carteiras conforme o perfil

Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão a seguir:

- Carteira para quem não aceita risco algum

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco

- Carteira para quem é mais moderado

- Carteira para quem aceita mais risco

- Carteira para quem aceita alto risco

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.