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Como escolher a corretora de valores? Avaliamos 10 para você comparar

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Rejane Aguiar

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/04/2021 04h00

Com a instabilidade da economia, muita gente está começando agora a se preocupar com o próprio dinheiro e cresce o interesse por investimentos. O número recorde de pessoas físicas na Bolsa é prova disso. O primeiro passo para começar a investir é escolher uma corretora de valores. É aí que muita gente acaba desistindo.

Com tantas corretoras no mercado brasileiro, escolher uma pode ser tão complexo quanto selecionar os melhores ativos para a carteira de investimentos. A tarefa envolve desde a verificação da regularidade da corretora nos órgãos competentes até uma comparação entre os custos de aplicação.

Para ajudar nessa tarefa, o UOL ouviu especialistas para explicar o que considerar na hora de escolher e ainda comparou as 10 melhores corretoras digitais de 2020, segundo o prêmio iBest. Confira abaixo a comparação antes de escolher a melhor corretora para você.

Entender o próprio perfil e os objetivos de investimento são primeiro passo

A popularização da distribuição de ativos nos últimos dez anos, com a consolidação dos conceitos de híper e supermercados de investimentos, ampliou muito a oferta. O investidor precisa avaliar o que as casas oferecem para decidir o que mais bem se encaixa no seu perfil.
Thabata Abreu, consultora financeira

Ela recomenda que o investidor faça uma busca tentando identificar a corretora que mais tem "o seu jeito". Isso porque nem todas apostam numa mesma estratégia de negócios. Há as casas mais voltadas para investimentos mais populares, interessadas em oferecer produtos para pessoas que não têm muito conhecimento ou tempo para acompanhar o mercado financeiro.

Nesse caso, não têm tanta relevância para a seleção as ferramentas ultrassofisticadas de home broker — ponto que, por outro lado, pode ser essencial para os investidores que se dedicam à gestão das próprias carteiras.

É preciso ficar de olho nas taxas

Nessa busca, o investidor pode levar em conta aspectos como oferta de assessoria especializada, a existência de sites e aplicativos amigáveis, com os quais se identifique, e, claro, preços. É comum no mercado que as corretoras não cobrem taxas de custódia (o valor referente ao serviço de "guarda" dos ativos) para os principais investimentos de renda fixa e renda variável.

Bem menos comum é a isenção de taxas de corretagem. Em geral, elas variam conforme o tipo de operação que o investidor pretende fazer. Há corretoras que chegam a montar pacotes de serviços com preços mais baixos de corretagem.

A facilidade para abertura de contas é mais um ponto habitual nas corretoras. A maioria das empresas (pelo menos entre as maiores) oferece a abertura 100% digital e sem custos, inclusive de manutenção. Interessadas na continuidade do amadurecimento do mercado, elas também investem na oferta de relatórios de análises e em conteúdos de educação financeira. Algumas até têm plataformas online de cursos pagos.

Estratégias adequadas ao perfil é ponto forte

Roy Martelanc, coordenador do MBA Banking da FIA, ressalta que os investidores que não têm tanto conhecimento de mercado podem verificar, por exemplo, quais corretoras oferecem assessoria para montagem de estratégias de investimento adequadas ao perfil do cliente.

Segundo ele, a diversidade de opções é prova do amadurecimento do mercado brasileiro, que seguiu os moldes do desenvolvido mercado americano de distribuição de ativos.

Hoje há no Brasil corretoras que trabalham com os assessores robôs, que ajudam na execução das ordens de compra e venda.
Roy Martelanc, da FIA

O mercado brasileiro de distribuição conta, ainda, com uma forte regulação, feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que também fiscaliza as corretoras. Há também as regras da B3, a Bolsa de Valores.

Veja a seguir, um quadro comparativo dos serviços das 10 melhores corretoras do país de 2020, segundo o prêmio iBest. Utilize a seta no canto superior esquerdo para navegar de um quadro para o outro.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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