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Fundos imobiliários: qual a melhor estratégia para investir?

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/10/2021 04h00

O investidor que decide apostar em fundos imobiliários deve se deparar com uma oscilação menor, quando comparado ao mercado de ações. Mas quais erros devem ser evitados, principalmente no caso de iniciantes? É melhor ir comprando cotas aos poucos, com pouco dinheiro, ou poupar para fazer um investimento maior? Quais são as melhores estratégias para investir em fundos imobiliários?

Camila Almeida, sócia-fundadora da Habitat Capital Partners, e Fabrizio Gueratto, especialista em investimentos e criador do canal 1Bilhão Educação Financeira, responderam essas e outras dúvidas sobre fundos imobiliários durante o Guia do Investidor UOL, série de eventos gratuitos do UOL para quem quer aprender a cuidar do próprio dinheiro. Veja abaixo o que eles disseram.

Qual a principal estratégia para investir em FIIs?

De acordo com Fabrizio Gueratto, um erro comum é investir visando apenas o dividend yield, que é o rendimento equivalente à cota de participação do investidor em um fundo —o famoso aluguel.

Olhar apenas para o rendimento mensal é um comportamento comum entre os investidores de FIIs, uma vez que a volatilidade desse mercado representa cerca de um terço das oscilações da Bolsa, impedindo que eles olhem para outros fatores, como a valorização da própria cota, por exemplo.

"Muita gente investiu pensando: 'nossa, vou ganhar 0,9%. Resolvi a minha vida. Se eu tiver R$ 1 milhão investido, recebo [cerca de] R$ 9 mil por mês. Posso viver de renda tranquilamente'. E não olhou outros indicadores", afirma o especialista.

Ele alerta para o fato de, em alguns casos, o valor da cota estar excessivamente elevado e o investidor nem se atentar a isso e investir mesmo assim.

Por isso a importância de estudar, ter uma carteira diversificada e observar o histórico dos fundos.

Mas quando a valorização da cota importa?

Para Camila Almeida, há casos específicos para pensar em uma estratégia visando a valorização da cota, principalmente em momentos em que a oscilação desse mercado está alta, como agora.

"De resto, eu enxergo como um ativo de longo prazo que faz sentido manter como uma renda e confiando na capacidade do gestor, para não ter uma desvalorização da cota", afirma.

Onde encontrar informações sobre os gestores e fundos?

Os especialistas são unânimes em dizer que há muitas informações nos relatórios para quem tem a intenção de investir em FIIs.

"Você não recebe apenas aquela lâmina dizendo o quanto foi a rentabilidade, como nos fundos multimercado. Você consegue ir mais além do que só olhar o gestor. Consegue ver também no que ele já investiu", afirma Camila Almeida.

Além disso, ela observa que há um crescimento de investidores em fundos imobiliários. Por isso, há diversas casas e gestoras buscando novas formas de se comunicar com eles, como em redes sociais e lives.

"Acho que todo investidor deve estar próximo. Mas o principal é entender o monitoramento e como o gestor atua no acompanhamento dessa carteira", diz.

Outro ponto, segundo Fabrizio Gueratto, é que a gestora do fundo precisa estar aberta para esclarecer eventuais dúvidas, como o motivo de uma queda no valor da cota ou sobre a volatilidade demasiada daquele fundo.

"Temos todo o direito de ligar [para a gestora]. Talvez você não consiga falar com o principal gestor, mas alguém vai te atender. O fundo não é da gestora, o fundo é dos cotistas. Não interessa se você tem R$ 500 mil ou R$ 100 milhões. Pouca gente faz isso e eu não vejo problema nenhum", afirma.

Comprar aos poucos ou investir um valor maior?

É possível investir em cotas de fundos imobiliários com valores muito baixos, a partir de R$ 10, por exemplo. Para os especialistas, com pequenos valores, os investidores podem começar a investir e aumentar o investimento, conforme pegam mais experiência e confiança.

"O mercado permite as duas estratégias. Você tem uma barreira muito baixa. Antes, os fundos tinham cotas só de R$ 100. Agora, já existem cotas de R$ 10. Isso facilita muito. Se quer começar, você inicia literalmente amanhã, se segurar o dinheiro do café. É possível diversificar com quantias muito pequenas", afirma Camila Almeida.

Quais erros os investidores devem evitar?

A primeira falha que pode ser evitada ao investir em fundos imobiliários é acompanhar em tempo real as oscilações dos ativos — dica que vale não só para fundos imobiliários, como também para o mercado de ações.

Segundo Gueratto, é interessante procurar o auxílio de uma pessoa especializada, principalmente no início.

"O primeiro erro que vejo os investidores cometendo é não ter a ajuda de um especialista ao lado. Pode ser um assessor de investimentos ou um banker, dependendo do volume financeiro. Mas ter um especialista, uma pessoa que fica 100% focado durante todo o dia nisso, pode fazer a diferença", afirma o especialista.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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