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Você aguenta perder dinheiro? Como saber o seu real perfil de investidor?

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/01/2022 04h00

Para definir onde você vai colocar seu dinheiro, é fundamental saber seu perfil de investidor. É conservador, moderado ou arrojado? Isso vai dizer se você aguenta mesmo perder dinheiro, mesmo que seja passageiro. Na teoria, é uma coisa, mas na hora da verdade, você pode se arrepender e acabar tendo prejuízo.

O UOL tem um teste, feito em parceria com o BTG Pactual Digital, que mostra qual é o seu perfil de investidor (faça aqui). Mas veja também o que analistas dizem a seguir para ter certeza de que seu perfil está certo.

Definir bem os objetivos do investimento

Esses testes de perfil também podem ser feitos na corretora em que o investidor tem conta.

Entre as perguntas, há questões para entender o objetivo daquele aporte, por quanto tempo a pessoa pretende deixar o recurso investido e qual o percentual da renda investida regularmente.

"É importante que o investidor tenha ciência do objetivo de estar investindo. Se o investimento é para o longo ou curto prazo, se ele está disposto a correr mais riscos e como é a sua vida financeira", afirmou a fundadora e presidente da Atom S.A., Carol Paiffer.

De forma simples, um perfil conservador significa que o investidor não está apto a correr riscos. Um exemplo é a pessoa que tem muitos compromissos financeiros. Nesse caso, a disposição à perda é muito limitada.

Para quem possui um perfil moderado, a propensão a correr riscos não é tão grande, mas é aceitável que uma parte restrita do patrimônio seja investida em recursos visando ao longo prazo. Assim, há possibilidade de retornos maiores, mas também com algum risco.

O perfil arrojado é aquele em que há maior disponibilidade para correr riscos com a perspectiva de retornos mais elevados.

Por isso, antes de investir o patrimônio, é necessário adotar cautela e agir com tranquilidade. "O investimento adequado é aquele em que o investidor dorme à noite, é aquele em que ele tem noção dos riscos e retornos que pode obter", afirmou Paiffer.

Como avaliar o perfil de risco sem experiência prática?

Segundo a trader e investidora Paula Reis, em teoria, certo risco pode parecer aceitável. Mas o investidor só vai entender ao certo no momento em que colocar o dinheiro e perceber aquela variação negativa.

Dessa forma, vale questionar qual seria a reação em um cenário adverso.

"A pergunta que o investidor deve se fazer é: você aceita uma oscilação de 20% ou 40% negativa no curto prazo em troca da possibilidade do dobro de ganhos no longo prazo? Se a resposta for negativa, muito provavelmente seu perfil é conservador", declarou ela.

Segundo Paula, outra situação em que pode ser que o investidor adote uma postura mais conservadora —esmo se o perfil for mais arrojado—, é quando aquele recurso terá que ser utilizado em menos de um ano para quitar um imóvel ou outro bem de alto valor, por exemplo.

"A decisão final é do investidor, pois ele está lidando com dinheiro e sonhos. Então, caso não concorde com o resultado, pode refazer o questionário [da corretora]", explicou Paula.

"Tolerância a risco significa entender o quanto o investidor consegue tolerar, caso aquela situação se torne contrária a ele. É saber o quanto você fica nervoso ou irritado com aquela situação", disse Paiffer.

Ela declara que o perfil de risco pode mudar conforme o momento da vida daquela pessoa.

"A pessoa que tem 17 anos não tem grandes compromissos financeiros ou muitas contas para pagar. Então, não há tanto endividamento. Quando a pessoa fica mais velha e se torna pai ou mãe, há outros dependendo daquela renda, e isso diminui o perfil de risco."

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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