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Poupança, bitcoin, dólar: 7 investimentos para tomar cuidado em 2022

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Colaboração para o UOL

27/12/2021 04h00

Com um cenário instável no horizonte, o investidor pode enfrentar ainda mais intempéries em 2022. Essa é a percepção dos analistas ouvidos pelo UOL sobre como se comportar com relação aos investimentos no ano que está entrando.

Além daquelas opções prejudicadas pelo cenário macroeconômico, há ainda investimentos que poderiam ser interessantes, mas que podem transformar lucro em prejuízo a depender da maneira com que são operados.

Saiba quais são os sete investimentos que requerem cuidado em 2022, e os movimentos que devem ser evitados para evitar perda de dinheiro.

1. Bitcoin

O bitcoin não é tradicional, tem mais riscos e chamou a atenção do investidor por sua alta rentabilidade em comparação com outros investimentos. Em 2022, eles podem já não ter tanto apelo.

A opinião é de Marcelo Guterman, especialista de Investimentos da Western Asset. Ele avalia o bitcoin e demais criptomoedas como um investimento que perdeu apelo —temporariamente— diante do cenário macroeconômico atual.

"Investimentos que não são tão tradicionais, como bitcoin, perdem um pouco a atratividade porque você consegue rentabilidade alta sem correr tanto risco na renda fixa, diferentemente do começo de 2021, quando a Selic esteve a 2% e tivemos que procurar alternativas menos ortodoxas [conservadoras]", disse o especialista.

"As opções mais ortodoxas dão uma rentabilidade bem acima da inflação. Estamos considerando inflação próxima de 5% no ano que vem, e todos os investimentos vão render acima de 10%", afirmou. Nesse cenário, o alto risco não compensa, segundo ele.

2. Bolsa no curto prazo

A Bolsa, com seus riscos, deve ser olhada com cautela para quem quer curto prazo, especialmente em 2022, diz Mauro Orefice, diretor de Investimentos da BS2 Asset.

"Se o investidor tem um horizonte de curto prazo, talvez a Bolsa não seja o melhor investimento", afirmou.

"A gente pode ter um ano volátil, pode não ter uma melhora nas expectativas, principalmente no começo do ano, e a Bolsa pode continuar caminhando lateralmente por um bom tempo, até que tenha uma mudança na expectativa", declarou o especialista.

Para Rodrigo Siviéri, professor da Trevisan Escola de Negócios, vender ações em 2022 pode significar prejuízo.

"Futuramente, é esperado que a inflação volte ao normal, a taxa de juros reduza e a Bolsa suba novamente", disse. Por isso, é preciso entender o tempo do mercado, segundo ele.

3. Startups

Dentro da Bolsa, há um setor que Siviéri avalia como o menos aconselhável para investir em 2022: o de startups.

"Num cenário de taxas de juros mais elevadas, essas empresas tendem a sofrer um pouco mais. Eu evitaria investir em tecnologia, em startups, empresas que não geram caixa, porque dificilmente você vai acertar. Muitas dão certo, mas outras, não", disse.

4. Ações americanas

Muitas das empresas de tecnologia vendidas no Brasil são americanas, adquiridas por meio de certificados (BDRs). Essas empresas também são menos aconselháveis aos investidores brasileiros para 2022, na avaliação de Luciana Ikedo, assessora de investimentos e sócia no escritório RV4 Investimentos.

"Estamos com o dólar e a Bolsa americana nas máximas históricas, e pode haver uma correção no mercado com a retirada dos estímulos por parte do banco central americano [FED] e com a elevação da taxa de juros por lá, o que poderia causar uma migração em massa para a renda fixa", explicou.

5. Tesouro Direto com retirada antecipada

A alta dos juros favorece o investimento preferido entre os adeptos da renda fixa: o Tesouro Direto. Porém, ela pode significar prejuízo se não for considerada a data de vencimento dos contratos.

"Se você investir e precisar sacar antes, é uma roubada, porque você vai estar sujeito à marcação ao mercado, pode perder dinheiro", disse Thiago Godoy, head de Educação Financeira da Xpeed.

6. Poupança

Um investimento para esquecer em 2022 —e muito provavelmente depois disso também— é a poupança, segundo Godoy. "Produtos financeiros que rendam menos que 100% da Selic não valem a pena", afirmou.

"A poupança seguirá como a pior opção em renda fixa. A sugestão é que o brasileiro deixe sua reserva em Fundos DI com taxa zero ou em CDBs com liquidez diária", declarou o diretor de Riscos e Compliance do Banco Bmg, Guilherme Neves.

7. Dólar (para iniciantes)

O dólar também pode ser um problema, principalmente para o investidor pouco experiente.

Com a moeda americana em um patamar já bem elevado, apostar nesse investimento pode significar um risco além do desejável para esse público.

"A compra de dólar é recomendada somente para proteção de dívidas ou compromissos futuros, ou como diversificação para investidores mais agressivos ou sofisticados", afirmou Neves.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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