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Como a volta da covid na China afeta as ações da Usiminas, que despencam 9%

Profissionais de saúde usam equipamento de segurança na rua durante lockdown para conter covid-19 em Xangai, na China - Hector Retamal/AFP
Profissionais de saúde usam equipamento de segurança na rua durante lockdown para conter covid-19 em Xangai, na China Imagem: Hector Retamal/AFP
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

10/05/2022 12h43

Com uma baixa de 4,20% no preço do minério de ferro no Porto de Qingdao, na China, devido ao lockdown por conta do coronavírus, as acões de siderúrgicas apresentam queda nesta terça-feira (10) na Bolsa de Valores brasileira (B3). A maior desvalorização é a da Usiminas (USIM5), que por volta das 12h (horário de Brasília) tinha desvalorização de 8,64%, com a ação cotada a R$ 9,84.

Entenda a fundo essa correlação entre as restrições devido ao aumento de casos e mortes de covid-19 na China e a queda das siderúrgias, e se vale a pena investir na Usiminas, segundo especialistas consultados pelo UOL.

O preço do minério de ferro tem caído no porto chinês devido ao aperto dos lockdowns no país, uma tentativa de conter o novo avanço da covid-19 por lá.

A China tem uma política rígida de "covid zero", pela qual o governo adota medidas como total isolamento social, testes em massa e restrições de viagem sempre que um novo surto acontece. E agora a rápida transmissibilidade da variante ômicron vem tornando esse combate cada vez mais difícil na nação.

Com os chineses obrigados a ficar em casa e com a paralisação das atividades do comércio, o preço de produtos básicos (commodities) e do ferro são diretamente afetados em escala global.

O que fazer com as ações de siderúrgicas?

Os investidores, segundo o BTG, devem estar cientes de que no setor siderúrgico é comum a baixa e a alta de preços de ações alternadamente — o que inclui as ações da Usiminas (USIM5). Isso porque o valor dos papéis nas Bolsas depende tanto da demanda global das matérias-primas em si quanto do comportamento dos fornecedores.

Apesar da oscilação, o banco BTG recomenda a compra da ação USIM5, esperando que o papel chegue a custar R$ 25.

A XP Investimentos, porém, tem recomendação neutra — isto é, quem tem ação da empresa não deve vendê-la e nem adquirir mais papéis; e quem não tem, não deve comprar agora.

Para a empresa, que tem preço alvo de R$ 15,50 por ação até o final de 2022, os preços do aço podem cair mais e a recuperação econômica ainda é muito desafiadora no Brasil — e tudo isso influencia no preço do ativo da Usiminas.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.