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Qualicorp despenca mais de 5% na Bolsa; é hora de fugir das ações de saúde?

Marcelo Justo/UOL
Imagem: Marcelo Justo/UOL
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/05/2022 13h44

A perda de rentabilidade no primeiro trimestre derrubou as ações de companhias de seguro médico nesta segunda-feira (23), quando foi publicada uma matéria sobre o assunto na imprensa. A que mais cai é a Qualicorp (QUAL3): os papéis da corretora e administradora de convênios médicos desvalorizavam 5,87%, chegando a R$ 11,39 às 12h (horário de Brasília).

O desemprego e os altos custos de atendimento provocados pela onda de contágio da variante ômicron impactaram todas as 14 companhias de saúde de capital aberto, de hospitais a laboratórios de medicina diagnóstica, incluindo as operadoras de convênio médico, segundo levantamento do jornal Valor Econômico.

Vale a pena, então, investir em empresas do setor de saúde, como a Qualicorp? É possível esperar uma recuperação do segmento? Confira abaixo a opinião de especialistas consultados pelo UOL.

Como muitas empresas de saúde também vêm fazendo fusões e aquisições, o que aumenta a dívida dessas companhias, o resultado financeiro piorou ainda mais com a alta dos juros. Além da Qualicorp, a operadora Hapvida (HAPV3) também foi bastante afetada.

A Qualicorp conquistou 115,1 mil clientes, mas teve 131,1 mil baixas na carteira. Já a Hapvida concluiu sua fusão com a NotreDame Intermédica em fevereiro, teve 431 mil contratos suspensos e outros 157 mil cancelamentos devido à demissões nas empresas.

Este ano, a mensalidade dos planos de saúde deve ter aumento entre 15% e 20%, em média. É bom para as empresas, pois faz a receita acompanhar a inflação. Mas por outro lado, espanta o segurado e pode aumentar os níveis de inadimplência.

O que fazer com as ações da Qualicorp?

Muitas casas de análise colocaram um freio nas recomendações dessas ações.

O BTG classificou Qualicorp (QUAL3) como neutra: vender agora é mau negócio; comprar, também. Logo, quem tem ações, deve mantê-las. Mas quem não tem, não deve adquirir. "Os resultados foram marcados pela perda de beneficiários", diz o banco.

O cenário de desemprego e inflação em alta, de acordo com o banco Safra, "não é um bom presságio para a ação em nossa opinião, levando-nos a manter uma classificação neutra" — mesma classificação do BTG.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.