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Veja ações para ficar de olho nesta semana, segundo corretora

Investir em Petrobras pode ser uma boa pedida; mas há outras ações que o investidor deve evitar - iStock
Investir em Petrobras pode ser uma boa pedida; mas há outras ações que o investidor deve evitar Imagem: iStock
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/05/2022 12h36

As ações do grupo gaúcho de soluções para o transporte Randon (RAPT4) e da estatal Petrobras (PETR4) são algumas nas quais os investidores devem ficar atentos nesta semana, segundo a corretora Mirae Asset. Já ativos de rede de shopping centers e de hospitais podem ser arriscados no momento.

Veja abaixo mais detalhes da carteira recomendada de ações da corretora, por que investir em cada uma das empresas indicadas, e de quais papéis é melhor ficar longe.

Para investir: Randon (RAPT4)

A Randon (RAPT4) divulgou a prévia de sua receita do mês de abril, com faturamento líquido consolidado de R$ 841 milhões. Assim, totaliza, nos quatro primeiros meses de 2022, uma receita líquida de R$ 3,3 bilhões — o que significa um aumento de 27,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

A fabricante de autopeças, implementos rodoviários e veículos e empresa de consórcios tem recomendação de compra pela Mirae, que acredita na valorização da empresa e estipula um preço-alvo de R$ 18,19 por ação.

Para investir: Petrobras (PETR4)

A Petrobras (PETR4) também divulgou a produção de abril, com evolução de 2,2% na comparação com março, para 2,815 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo a Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP). O total é 2% maior que no mês anterior (março).

A produção de gás natural voltou ao nível de 100 milhões de metros cúbicos por dia, também registrado em janeiro, e fechou o mês com produção média de 100,8 milhões de metros cúbicos diários.

Por isso, a Mirae recomenda aos investidores que adquiram a ação da Petrobras e acredita em um preço-alvo de R$ 41,37 por ação.

Para ficar longe: ações de hospitais

Para a Mirae, é bom ficar de olho em ações de empresas de saúde que têm hospitais próprios, os chamados hospitais verticalizados. Essas companhias apresentaram queda de margens operacionais em função da maior incidência de covid, por conta da variante ômicron.

Além disso, acontece a perda de segurados de planos privados de saúde em função do desemprego na economia.

"Em nossa opinião, esta menor performance operacional dos hospitais verticalizados deve perdurar ainda ao longo do ano, devido à elevada troca de convênios de saúde entre os usuários e a continuidade das dificuldades macroeconômicas (elevada inflação e taxa de juros)", analisa a corretora.

É bom se afastar desses ativos, de acordo com a Mirae Asset.

Para ter cautela: Iguatemi (IGTA3)

Sobre a Iguatemi (IGTA3), notícias na imprensa nacional dizem que o movimento de consolidação de shopping centers, mais avançado no exterior, deve chegar com mais força no Brasil agora. "O grupo Iguatemi sempre está em conversações para potenciais fusões e aquisições no segmento", diz a Mirae.

A corretora também destaca que o público-alvo da empresa é aquele de renda mais elevada, de maneira que a empresa tem apresentado forte recuperação na movimentação nos últimos meses na comparação com o ano de 2019. Houve queda de público apenas em janeiro de 2022, consequência do aumento dos casos de covid-19.

Para essas ações, de shopping centers, a corretora está revisando sua recomendação.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.