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Restituição do Imposto de Renda: Onde é melhor investir o dinheiro?

O que você vai fazer com restituição do Imposto de Renda? Veja onde e como usar o dinheiro - iStock
O que você vai fazer com restituição do Imposto de Renda? Veja onde e como usar o dinheiro Imagem: iStock
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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/06/2022 04h00

Qual a melhor forma de investir o dinheiro recebido na restituição do Imposto de Renda? A decisão neste ano apresenta aspectos particulares. A inflação em alta (o IPCA está em 11,73% no acumulado em 12 meses até maio), o aumento das dívidas e as condições econômicas críticas exigem dos consumidores maior racionalidade.

Confira a seguir a opinião de especialistas consultados pelo UOL a respeito de como utilizar a restituição do Imposto de Renda.

Considerar diferentes realidades

Para o head de Análise da plataforma dividendos.me, Guilherme Gentile, a decisão sobre como usar os recursos deve respeitar o momento de vida do investidor. "Se ele tiver alguma dívida onerosa que o impeça de poupar dinheiro e investir, o mais interessante seria quitar e se livrar dos juros do banco", afirma.

Depois, caso a pessoa esteja dando os primeiros passos como investidor, Gentile diz que o mais indicado é criar uma reserva de emergência. Se estiver com as contas em dia e sem pendências que comprometam o orçamento de forma significativa, vale pensar em como investir o dinheiro.

Com a inflação nas alturas, o endividamento de muitas pessoas bateu nível recorde, e o dinheiro da restituição deve ser pensado nesses casos. As taxas cobradas pelas instituições financeiras na concessão de crédito sempre são os principais vilões em qualquer orçamento.
Sidney Lima, analista da Top Gain

Como criar uma reserva de emergência?

A reserva de emergência é considerada um primeiro passo na organização financeira de quem não possui dívidas. Essa estratégia consiste em guardar um montante de dinheiro suficiente para cobrir as despesas daquela pessoa ou família por um período que varia entre seis a 12 meses.

A orientação é procurar opções de investimentos com liquidez, ou seja, em que há a disponibilidade imediata do dinheiro, como títulos públicos e privados de renda fixa.

"É interessante que esse dinheiro seja colocado em algum investimento que, por mais que tenha rentabilidade menor, possua liquidez diária. Afinal, nunca se sabe quando haverá uma emergência", afirma Lima.

Qual a melhor opção?

A taxa básica de juros, a Selic, está em 12,75%, o que faz da renda fixa uma alternativa bastante viável.

Lima diz que o investidor deve analisar qual a melhor opção no cardápio da renda fixa, como títulos pré ou pós-fixados. E entende que, no contexto atual, vale investir na modalidade prefixada. "Mesmo que em breve ocorra a redução da inflação e dos juros, a rentabilidade do investimento não sofrerá alteração", diz Lima.

Além da renda fixa, Guilherme Gentile diz que outra opção são os fundos imobiliários, que pagam bons dividendos. Entretanto, é preciso estar atento ao risco de desvalorização das cotas, pois já se trata de renda variável, e não mais renda fixa.

Para Gentile, o investimento na Bolsa de Valores também deve ser considerado. Assim, vale buscar ações defensivas —aquelas que tendem a sofrer menos ou ter maior tranquilidade em momentos de muito sobe e desce no mercado. Essas empresas fazem parte do segmento de utilities, como as companhias elétricas ou de saneamento.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.