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Qual o melhor fundo imobiliário para iniciante ter mais chance de ganhar?

Veja como escolher entre os diferentes FIIs: fundos de tijolos, de papel, fundos de fundos e fundos híbridos - Getty Images/iStock
Veja como escolher entre os diferentes FIIs: fundos de tijolos, de papel, fundos de fundos e fundos híbridos Imagem: Getty Images/iStock
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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/08/2022 04h00

Os fundos de investimento representam uma importante opção para os investidores que queiram diversificar sua carteira, sobretudo para os iniciantes. No caso dos fundos imobiliários, os ativos podem ser uma saída para quem deseja apostar no setor sem a necessidade de comprar um imóvel.

Mas qual a diferença entre os fundos de tijolos, de papel, fundos de fundos e fundos híbridos? Como escolher? Existe um fundo melhor para os investidores iniciantes? Como ganhar dinheiro?

Basicamente, os FIIs, como são conhecidos, são fundos que aplicam os recursos dos cotistas em empreendimentos do mercado imobiliário. Imóveis de shoppings center, escolas, galpões logísticos, hotéis e lajes corporativas, além de propriedades rurais, se tornam opções para o portfólio.

Quais são as diferentes opções de fundos?

Fundos de tijolos - Existem os fundos de tijolos, que investem diretamente em imóveis físicos. Assim, os investidores podem participar dos ganhos de aluguel de um imóvel caro mesmo investindo pouco.

Fundos de papel - Por outro lado, os fundos de papel funcionam de forma um pouco diferente. Eles investem o dinheiro dos cotistas em títulos de renda fixa de instituições financeiras para financiar os empreendimentos no segmento, como as letras de crédito imobiliário (LCIs), letras hipotecárias (LHs) e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).

Fundos de fundos - No caso dos fundos de fundos (conhecidos também como FoFs), os recursos são usados para adquirir participações em outros fundos. Os especialistas afirmam que é uma importante saída para quem não tem tanto tempo de cuidar dos investimentos e quer delegar a tarefa a gestores profissionais. Eles são importantes para a diversificação da carteira.

Fundos híbridos - Por sua vez, os fundos híbridos oferecem certa flexibilidade. Em um momento de alta da Selic, como no período atual, os gestores podem investir em FIIs de papel, por exemplo. Por outro lado, em momentos de recuperação econômica, a escolha para alocação pode ser pelos fundos de tijolos.

Existe um fundo ideal para investidores iniciantes? Segundo Senra, da Brio Investimentos, os fundos híbridos são uma boa escolha, uma vez que a decisão de alocação do dinheiro do fundo leva em consideração diferentes teses e cenários, de acordo com a situação macroeconômica e a realidade de cada classe de ativos, como residências, shoppings, lajes corporativas ou logística. Se um investimento vai mal, o gestor pode levar o dinheiro para outro lugar - e o investidor iniciante não precisa se preocupar.

No entanto, mais do que analisar uma variedade específica de FIIs, o investidor deve observar quem é o gestor do fundo. "É fundamental analisar seu histórico, a expertise do time de gestão e os resultados entregues", diz o especialista.

Qual o rendimento médio dos FIIs? Para ter uma boa noção sobre o retorno dos fundos imobiliários, vale sempre observar o desempenho do IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX).

Em 2022, a variação do IFIX foi mínima, de 2.789 pontos para 2.791 pontos, entre 1 de janeiro e 21 de julho. No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, a B3, registrou queda de 4,7%, para 99.033 pontos.

Como a remuneração é paga? O sócio da Brio Investimentos, Rodolfo Senra, diz que a distribuição de dividendos deve representar pelo menos 95% dos lucros totais do fundo, que ocorre no mínimo de forma semestral. Entretanto, a maioria dos fundos realiza os pagamentos de maneira mensal.

Para os fundos de tijolos, a remuneração é decorrente dos aluguéis pagos pelos inquilinos, que passa por reajustes anuais, explica o sócio-diretor da Guardian Gestora, Pedro Klüppel. Já para os fundos de papel, a remuneração é atrelada aos índices de inflação, como IGP-M e IPCA, ou à taxa básica de juros, a Selic.

Um passo recomendado pelos analistas é reinvestir os dividendos em mais cotas de fundos, para acumular um patrimônio maior a longo prazo e, no futuro, receber ainda mais dividendos.

E como investir em fundos imobiliários? Para alocar parte da carteira em FIIs, o investidor precisa ter conta em uma corretora de valores. A compra é semelhante a de ações de empresas listadas em Bolsa. A pessoa precisa ter saldo na conta. Depois, basta acessar o home broker da instituição e inserir o código do FII desejado. É possível encontrar cotas a partir de R$ 10. Mas, em alguns casos, as cotas podem custar R$ 100, por exemplo.

É preciso pagar imposto de renda? Uma das principais vantagens dos FIIs é que os dividendos distribuídos pelos gestores são isentos de imposto de renda. Para uma rápida comparação, quem investe no Tesouro Selic precisa desembolsar entre 15% a 22,5%, de acordo com o tempo de permanência do investimento.

Qual a perspectiva para os fundos imobiliários? Segundo o head de análise da plataforma de investimentos dividendos.me, Guilherme Gentile, os fundos de papel podem ser uma boa opção para os investidores. Com a remuneração atrelada aos índices de inflação, é possível repassar a inflação de forma mais simples para os locatários.

Klüppel, da Guardian Gestora, diz que há um fundo imobiliário de acordo com cada contexto econômico. Em momentos de turbulência, com inflação e juros em alta, como hoje, as cotas dos fundos de tijolos tendem a sofrer mais, já que é mais complicado repassar os reajustes para os consumidores, além do aumento da inadimplência.

Entretanto, há muitos ativos baratos no mercado, o que pode ser uma oportunidade de investimento, principalmente para quem possui um horizonte de retorno a médio e longo prazo.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.