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Cadillac, com fio para carregar, avança sobre a Tesla

Kyle Stock

(Bloomberg) -- O Cadillac, afinal, dá uma grande impressão de ser um Tesla -- por cerca de 50 quilômetros pelo menos.

É mais ou menos nesse ponto que termina a bateria do novo sedã híbrido da marca, o CT6. Nos 640 quilômetros seguintes, esse veículo imponente usa gasolina para imitar um BMW, o que não é nada ruim.

As gigantes luxuosas da indústria automotiva estão lentamente voltando suas grandes armas para Elon Musk e suas fábricas em Nevada e na Califórnia, nos EUA, e lançando uma série de máquinas para enfraquecer suas defesas. O novo híbrido da Cadillac se une a um crescente campo de leviatãs plug-in, incluindo o BMW 740e, o Mercedes S550e e o Porsche Panamera 4 E-Hybrid.

Não se engane: com autonomias elétricas abaixo de 64 quilômetros, estes carros são de uma classe diferente dos Tesla. Eles são mais como o Toyota Prius, embora com configurações muito mais opulentas e muito melhor desempenho.

Eu estava a 30 quilômetros ao norte do centro nervoso da Cadillac em Manhattan quando comecei a queimar plâncton pré-histórico. "Quando você puder, passe um pouco para a gasolina aqui", disse Mike Kutcher, engenheiro de desenvolvimento principal para o carro, do assento do passageiro.

O carro atinge 125 quilômetros por hora apenas com elétrons, mas foi só afundar o pedal que o motor de combustão voltou à vida. Foi quase imperceptível; com o som ligado, o único indicativo de qual sistema estava alimentando o carro teria sido a queda da escala no painel.

O aplicativo matador, segundo Kutcher, é a transmissão variável totalmente nova que combina perfeitamente a entrada elétrica da bateria no porta-malas com as antiquadas explosões dos cilindros na frente. A General Motors construiu a caixa redutora do zero e o CT6 é o único veículo que a utiliza no momento.

O automóvel oferece 335 cavalos de potência e acelera de 0 a 60 milhas por hora (96 km/h) em urgentes 5,2 segundos queimando gasolina ou não -- graças a esse truque mágico da transmissão.

Na nossa viagem de 50 quilômetros até um restaurante em Tarrytown, Nova York, o motor de combustão ficou adormecido quase o tempo todo. Se tivéssemos ficado 4,5 horas e ligado o carro na tomada, a viagem de regresso teria sido quase totalmente eletrificada também.

Em vez disso, eu selecionei o modo "esportivo", empurrei o indicador firmemente para a zona da gasolina e dirigi para o sul pela Saw Mill River Parkway. O CT6, como todos os sedãs atuais da Cadillac, é uma beleza de dirigir. A suspensão e a direção são firmes. Para um carro grande, há pouca torpeza ou inclinação, e a pesada bateria aparafusada sobre o eixo traseiro planta o carro no chão nas curvas.

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