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IPO da Stone traz fortuna de US$ 2,8 bi a fundadores brasileiros

Ben Stupples

25/10/2018 16h34

(Bloomberg) -- Se a vida realmente começa aos 40, esses empreendedores brasileiros já saíram com grande vantagem.

Andre Street, 34 anos, e Eduardo Pontes, 39, se juntaram à lista dos mais ricos do mundo nesta quinta-feira (25), depois da oferta inicial de ações da Stone em Nova York. As ações da empresa de pagamentos fundada por eles estrearam o pregão a US$ 32 cada, acima do preço de US$ 24 estabelecido na oferta, o que significa que a fatia conjunta da dupla passou a valer cerca de US$ 2,8 bilhões.

A Stone fornece maquininhas de pagamento via cartão a pequenos comerciantes e conseguiu entrar em um mercado dominado pelos bancos, atraindo um público global para a venda de ações. Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, e a afiliada financeira do Alibaba, de Jack Ma, tentaram comprar até US$ 440 milhões em ações da Stone, de acordo com o prospecto publicado esta semana.

O total de pagamentos sem dinheiro no mundo deverá crescer 10,5% ao ano até 2020, com o Brasil sendo o maior país da América Latina em pagamentos digitais, de acordo com o último Relatório de Pagamentos Mundiais da Capgemini SE.

O setor bancário e financeiro do Brasil está "à beira de uma revolução impulsionada pela tecnologia", disseram Street e Pontes em uma carta publicada como parte do prospecto da operação.

Receita aumenta

Street e Pontes venderam quase mil ações da Stone na quinta-feira, de acordo com o prospecto. Eles se formaram em 2010 no programa de liderança da Harvard Business School e trabalharam juntos no setor de e-commerce por 18 anos.

A Stone teve receita de R$ 766,6 milhões em 2017, um aumento de 74% em relação aos 12 meses anteriores. Seus rivais incluem a PagSeguro, que também fez um IPO em Nova York, em janeiro.

Street e Pontes controlam cerca de 88 milhões de ações da Stone através de um fundo de investimento nas Ilhas Cayman, de acordo com o prospecto. Eles foram identificados como os únicos controladores e beneficiários finais da empresa, segundo documento do Banco Central de novembro de 2016. Assumindo que Street e Pontes possuam participações iguais, ambos seriam bilionários.

A empresa não comenta sobre a fortuna dos fundadores ou seu acordo de acionistas.

"A Stone tem apenas seis anos e ainda está em seus primórdios", escreveram Street e Pontes no prospecto. "Estamos felizes em ver o valor que criamos desde a nossa primeira rodada de investimentos e estamos muito animados para receber novos parceiros."

(Com a colaboração de Felipe Marques)

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