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Petrobras reafirma política de preços após Bolsonaro falar em 'previsibilidade'

Pedestre diante da sede da Petrobras no Rio de Janeiro - RICARDO MORAES
Pedestre diante da sede da Petrobras no Rio de Janeiro Imagem: RICARDO MORAES

Mateus Fagundes

São Paulo

29/05/2021 22h51

A Petrobras reafirmou na noite de sábado (29) a sua política de preços. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal reforçou que "monitora permanentemente o mercado e, a partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço".

"Os estudos e monitoramentos elaborados pelas áreas técnicas de comercialização da Petrobras suportam a tomada de decisão e a proposição de reajustes de preço, sendo observado permanentemente o ambiente de negócios e o comportamento dos seus competidores, visando um posicionamento competitivo adequado", prossegue a companhia no texto.

A reafirmação da política ocorre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar que a estatal estaria realizando estudos para que exista "previsibilidade no aumento" dos combustíveis.

A apoiadores, o chefe do Planalto disse que a medida não significa uma ingerência sobre a empresa. Contudo, em seguida, criticou a atual política de preços da estatal e, ao comentar a demissão do ex-presidente da petroleira Roberto Castello Branco, disse: "eu troquei o comando da Petrobras. No começo foi um escândalo, interfere. É para interferir mesmo, eu não sou o presidente?".