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Guedes: Mercosul foi armadilha que evitou país se integrar a cadeias globais

Ministro da Economia, Paulo Guedes - Edu Andrade/Ministério da Economia
Ministro da Economia, Paulo Guedes Imagem: Edu Andrade/Ministério da Economia

Lorenna Rodrigues e Idiana Tomazelli

Brasília

08/06/2021 18h17Atualizada em 08/06/2021 20h34

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a flexibilidade e a modernização no Mercosul.

"Nos manter fechados foi ruim para o Brasil. O Mercosul foi uma armadilha que evitou que o Brasil se integrasse a cadeias globais", afirmou.

Em evento do Bradesco BBI, Guedes disse ainda estar otimista de que o Senado aprove a privatização da Eletrobras "nesta ou na próxima semana".

Sobre a reforma tributária, ele disse que a regra do governo é remover o que é muito controverso e aprovar o que é amplamente aceito.

No evento do Bradesco BBI, Guedes afirmou que a intenção de começar com a criação de um Imposto sobre IVA (Valor Agregado) federal e depois trazer os Estados é consensual.

"É mais difícil discutir a questão tributária no nível municipal, preferimos um acordo com estados primeiro", completou.

Na lista das controvérsias, Guedes colocou a redução do Imposto sobre IPI (Produtos Industrializados). Ele lembrou que queria a criação de um tributo sobre transações digitais para compensar o corte de impostos para empresas e sobre a folha de pagamento, mas que foi "derrotado". "Quem sabe na próxima vez. Não é razoável ter imposto sobre indústria, você desindustrializa seu país", completou.

Refis

O ministro defendeu ainda a realização de um novo Refis, que ele chama de "passaporte tributário" para perdoar dívidas tributárias das empresas que sofreram com a pandemia. "Não é razoável perseguir as empresas que quebraram com a pandemia", completou.

Guedes disse ainda que é compreensível a necessidade de taxar dividendos e reduzir tributos sobre empresas e disse que subsídios em geral serão reduzidos.

"Podemos reduzir muito os tributos sobre empresas sem arriscar ter um imposto baixo demais. Todo aumento de arrecadação que tivermos, transformaremos em redução de tributos", garantiu.

O ministro ressaltou que o governo tem até setembro para indicar cortes em subsídios e que vem reduzindo incentivos para produtos financeiros.

Ele citou as letras de crédito imobiliário e agrícola (LCI e LCA) e disse que é "razoável" reduzir subsídios para esses produtos para que todos os setores tenham o mesmo custo de capital.

"Por que o governo deve subsidiar recursos que ficam aplicados por longo tempo no banco. Estamos retirando esses subsídios aqui e ali que os ricos não precisam", completou.