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Juro do rotativo do cartão sobe em março a 430,5%, maior taxa desde março de 2017

Em 12 meses, o aumento é de 71,4%. Taxa cresce em meio a discussões do governo de um teto de juros para o rotativo do cartão de crédito. - Cottonbro/ Pexels
Em 12 meses, o aumento é de 71,4%. Taxa cresce em meio a discussões do governo de um teto de juros para o rotativo do cartão de crédito. Imagem: Cottonbro/ Pexels

Thaís Barcellos e Eduardo Rodrigues

Em Brasília

26/04/2023 09h57

Em meio a discussões levantadas pelo governo de um teto de juros para o rotativo do cartão de crédito, o juro médio total cobrado pelos bancos na modalidade atingiu o maior valor desde março de 2017 (490,3%). A taxa subiu 13,1 pontos porcentuais de fevereiro para março, de 417,4% para 430,5%, informou nesta quarta-feira, 26, o Banco Central.

Em 12 meses, o aumento é de 71,4 pontos porcentuais.

O rotativo do cartão, juntamente com o cheque especial, é uma modalidade de crédito emergencial, muito acessada em momentos de dificuldades.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, formalizaram a criação de um grupo de trabalho com o BC para debater as causas e propor soluções para os juros elevados do cartão de crédito.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro subiu de 189,6% para 192,0% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 101,6% para 101,7%.

Desde abril de 2017, há uma regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.

A intenção era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.