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Após ameaça de piorar nota do país, agência corta avaliação da Petrobras

Do UOL, em São Paulo

09/12/2015 20h44

A agência de classificação de risco Moody's cortou nesta quarta-feira (9) a nota de crédito da Petrobras (PETR4) de "Ba2" para "Ba3", e indicou que poderá fazer um novo rebaixamento da estatal nos próximos meses. Nesse nível de notas, a empresa não está no chamado "grau de investimento" e não é considerada boa pagadora para aplicadores.

A mesma agência anunciou nesta quarta, mais cedo, que colocou a nota de crédito do Brasil em revisão para rebaixamento. Isso significa que o país pode perder o título de bom pagador, o que afastaria investidores estrangeiros.

A Moody's disse em comunicado que a ação "reflete riscos elevados de refinanciamento da Petrobras" frente à piora das condições da indústria petroleira que tornam ainda mais difícil para a estatal levantar recursos com a venda de negócios.

A Moody's também citou o fluxo de caixa negativo e condições mais apertadas de financiamento para empresas no Brasil e da indústria do petróleo.

Além do corte, a Moody's colocou a nota da Petrobras em revisão para "downgrade", o que significa que um novo rebaixamento poderá acontecer adiante. Mais cedo, a Moody's colocou a nota do Brasil em revisão para rebaixamento.

 

Avaliação de agências indica risco de calote aos investidores 

Um governo consegue dinheiro vendendo títulos no mercado. Os investidores compram papéis com a promessa de receberem o dinheiro de volta no futuro com juros. Quando um governo tem avaliação ruim, considera-se que há risco de dar um calote e não pagar esses investidores. 

Se houver desconfiança sobre essa devolução, fica difícil conseguir vender esses títulos, e o país tem de pagar mais juros aos investidores para compensar o risco maior. O país com mais confiança são os EUA.

O chamado grau de investimento indica aos investidores que uma economia tem baixo risco de dar calote, e que as aplicações financeiras feitas por investidores estrangeiros nesse país terão risco próximo a zero.

Entenda como as agência fazem o cálculo da nota

O rating, ou classificação de risco, refere-se ao mecanismo de classificação da qualidade de crédito de uma empresa ou um país.

Ele busca medir a probabilidade de calote de obrigações financeiras. O rating é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião independente a respeito do risco de crédito do objeto analisado.

Do ponto de vista econômico, é bastante vantajoso, pois uma vez feito, pode ser utilizado para vários objetivos e por diversas instituições. Com a globalização, o rating se apresenta como uma linguagem universal que aborda o grau de risco de qualquer título de dívida.

Agências de risco falharam na crise

As agências de classificação de risco, que dão notas para países, empresas e negócios, determinando sua suposta credibilidade financeira, foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009.

Elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.

O rating, ou classificação de risco, refere-se ao mecanismo de classificação da qualidade de crédito de uma empresa, um país, um título ou uma operação financeira.

Ele busca mensurar a probabilidade de calote de obrigações financeiras, ou seja, o não-pagamento, incluindo-se atrasos e ou falta efetiva do pagamento. O rating é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião supostamente independente a respeito do risco de crédito do objeto analisado.

(Com Reuters)

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