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Governo terá saldo positivo nas contas a partir de 2021, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles - Pedro Ladeira/Folhapress
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Pedro Peduzzi

Da Agência Brasil

31/10/2017 15h21

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira (31) que, mantidas as previsões de ajuste fiscal projetadas pelo governo, a partir de 2021 o rombo nas contas públicas será revertido, apresentando números positivos crescentes que deverão chegar a um superavit de 2,4% em 2026.

A afirmação foi feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

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Meirelles destacou que, para se atingir esse resultado, é necessário que as reformas continuem avançando. “A aprovação das reformas possibilitará, inclusive, a redução dos juros reais de forma sólida para o Brasil”, acrescentou. Segundo ele, o ajuste “tem de vir de mudanças na despesa obrigatória, em especial, da Previdência”.

Perguntado sobre como recebia o resultado de uma recente consulta feita pelo Senado a especialistas, segundo a qual a Previdência não seria deficitária, Meirelles disse que “essa questão não deve ser objeto de opinião”, e que os cálculos não levam em conta gastos com saúde e assistência social.

Argumentação

“O que é importante são as avaliações independentes. Temos avaliações de órgãos internacionais como a OCDE [Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico], que concluem pela existência de deficit importante da Previdência no Brasil. Nós, inclusive, já respondemos isso com uma base de dados enviada a parlamentares”, acrescentou o ministro.

Em resposta a indagações sobre a previsão de redução do valor projetado para o salário mínimo --de R$ 969 para R$ 965, conforme revisão orçamentária anunciada pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira-- Meirelles voltou a dizer que isso também “não é uma questão de opinião”, nem de boa vontade.

“O reajuste para menos é calculado por lei, e leva em conta o INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] e o crescimento do PIB” (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) disse o ministro.

(Edição: Kleber Sampaio)

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