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Reforma trabalhista

Sindicatos protestam contra reforma trabalhista e da Previdência

Ricardo Marchesan, Kleyton Amorim e Bruno Rousso

Do UOL, em São Paulo e em Brasília, e colaboração para o UOL, no Rio

  • Ricardo Marchesan/UOL

    Concentração de manifestantes na avenida Paulista, na região central de São Paulo

    Concentração de manifestantes na avenida Paulista, na região central de São Paulo

Centrais sindicais convocaram manifestações em diversas cidades do país nesta sexta-feira (10) para protestar contra a reforma trabalhista, que entra em vigor neste sábado (11), e a reforma da Previdência, que o governo tenta levar adiante no Congresso.

Em nota divulgada hoje, as centrais convocaram, caso seja marcada a votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional, um dia de paralisação nacional.

Veja como foram os protestos nesta sexta-feira:

São Paulo

Ricardo Marchesan/UOL
Concentração de manifestantes na praça da Sé, no centro de São Paulo

A concentração em São Paulo estava marcada para começar às 9h30 na praça da Sé, no centro da cidade. A previsão era caminhar até a avenida Paulista, mas houve divergência entre as entidades sindicais.

O ato na Sé terminou por volta das 11h45. Uma parte dos manifestantes decidiu manter o percurso até a Paulista, acompanhando um carro de som do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo). Um grupo ficou concentrado em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) e, por volta das 13h40, o trânsito foi liberado na região.

Luiz Cláudio Barbosa/Código19/Estadão Conteúdo
Protesto na ponte do Socorro, na zona sul, contra a reforma trabalhista

No começo da tarde desta sexta-feira, um grupo de manifestantes também protestava contra a reforma trabalhista na ponte do Socorro, na zona sul de São Paulo.

Rio

A concentração dos protestos no Rio de Janeiro começou por volta das 16h na Praça da Candelária, no centro. Por volta das 18h, o local estava completamente tomado pelos manifestantes. 

Bruno Rousso/ UOL
Manifestantes se reúnem na Praça da Candelária, no Rio de Janeiro

Palavras de ordem contra o presidente Michel Temer davam o tom do protesto, além frases como "nossa saúde não é mercadoria" e "não à precarização". 

Bruno Rousso/UOL
Manifestantes passam pela avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro

Por volta das 18h30, o protesto, com cerca de 500 pessoas, chegou a bloquear a avenida Rio Branco e a pista do VLT, ambas no sentido Cinelândia. O trânsito foi bloqueado também na avenida Presidente Vargas, em direção ao Aterro do Flamengo. 

Bruno Rousso/UOL
Manifestantes chegam à Cinelândia, no Rio de Janeiro

O ato terminou por volta das 20h, na Cinelândia. Segundo a Polícia Militar, duas pessoas foram presas durante a manifestação. Uma delas portava bolinhas de gude e estilete, enquanto outra trazia bolinhas de gude e um escudo, de acordo com a polícia.

Mais cedo, manifestantes atearam fogo em pneus e bloquearam a avenida Francisco Bicalho, na entrada da avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro.

José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Manifestantes ateiam fogo em pneus e bloqueiam avenida no centro do Rio de Janeiro

Por volta de 6h30, um carro também foi incendiado na ponte Rio-Niterói, sentido Rio, ao lado de uma faixa com os dizeres "Podres poderes. Trabalhador resiste". A Ecoponte, que administra a via, afirmou ao UOL que foi um incêndio intencional, mas não confirmou que foi motivado por um protesto. O veículo foi guinchado e removido por volta das 7h, e as quatro faixas foram liberadas.

Reprodução/TV Globo
Fogo em carro na ponte Rio-Niterói; faixa diz "Podres poderes. Trabalhador resiste"

Brasília

Kleyton Amorim/UOL
Ponto de encontro da manifestação em Brasília ainda vazio, por volta de 9h

Pessoas começavam a chegar ao Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios, por volta das 9h, onde se concentrou a manifestação em Brasília. Por volta das 12h10, o grupo começou a se dispersar e o ato acabou às 13h10.

Curitiba

Rodrigo Félix Leal/Futura Press/Estadão Conteúdo
Centrais sindicais fazem protesto na Boca Maldita, no centro de Curitiba

Os bancários reuniram-se na Boca Maldita desde as 8h. Representantes de centrais sindicais também participaram da manifestação. Os metalúrgicos começaram os protestos mais cedo; as mobilizações nas portas das fábricas tiveram início por volta das 4h. (Informações do Paraná Portal)

Maranhão

Honorio Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Representantes de centrais carregam caixão contra reforma da Previdência

Representantes de centrais sindicais caminharam com um caixão pelas ruas de São Luís, no Maranhão, na manhã desta sexta-feira. O grupo pedia o fim do trabalho escravo e protestava contra a reforma da Previdência.

Leia também:

Veja as manifestações programadas:

O "Dia Nacional de Paralisação", como é chamado, foi convocado pelas principais representantes de trabalhadores, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e Fórum Sindical de Trabalhadores.

SP: Em São Paulo, o ato foi marcado para as 9h30 na praça da Sé, na região central da cidade. 

RJ: No Rio, o protesto foi marcado para as 16h, na Candelária, seguido por caminhada até a Cinelândia.

DF: Em Brasília, os manifestantes prometeram se concentrar na Esplanada dos Ministérios a partir das 9h.

Outros Estados: Também foram marcados atos em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife, entre outras capitais.

Os horários e locais podem ser consultados nos sites da CUT (clicando aqui) e da Força Sindical (clicando aqui).

'Denunciar retrocessos'

A CUT diz que os protestos são para "denunciar os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer", e cita as mudanças na legislação trabalhista.

Além da reforma trabalhista, a CTB critica a "ameaça de mudanças na Previdência" e a portaria do Ministério do Trabalho que alterou as regras para fiscalização do trabalho escravo. A portaria foi editada por Temer às vésperas da votação da segunda denúncia na Câmara contra o presidente, e atendeu à demanda da bancada ruralista no Congresso. A norma, porém, foi suspensa por liminar (provisória) dada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

Para o Fórum Sindical de Trabalhadores (FST), é preciso evitar que empregadores apliquem a nova lei trabalhista instantaneamente. "Temos que fazer uma resistência no primeiro dia. Se conseguirmos esse enfrentamento na primeira empresa, as demais vão repensar a adoção das novas regras da Reforma Trabalhista. Mas se aceitarmos a reforma sem nenhum questionamento, ela sera colocada da forma como foi aprovada", disse o coordenador do FST, Artur Bueno.

Em sua convocação, a Força Sindical cita apenas a reforma da Previdência. O projeto, que propõe mudanças nas regras de aposentadoria, aguarda votação na Câmara dos Deputados atualmente. O governo tem dificuldade para alcançar os votos necessários para que ele seja aprovado pelo Congresso, por isso discute com líderes parlamentares mudanças para enxugar a reforma e facilitar sua tramitação. 

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