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Reforma da Previdência

PSDB não faz exigências ao governo para votar reforma, diz líder do partido

Do UOL, em São Paulo

A liderança do PSDB na Câmara dos Deputados negou que o partido faça exigências por concessões do governo para votar a reforma da Previdência. Em nota divulgada nesta quarta-feira (29), o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli, afirmou que as sugestões do partido, que propôs três mudanças no texto, não são um "fato novo".

"É falsa a informação de que o partido exige concessões do governo para votar a PEC [Proposta de Emenda Constitucional] da Previdência", diz na nota.

"Os pontos destacados pela imprensa foram entregues pela bancada ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao relator da PEC, deputado Arthur Maia (PPS-BA), ainda no mês de abril, antes que o episódio JBS paralisasse a agenda legislativa e prejudicasse o andamento da reforma", afirma Tripoli.

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As mudanças sugeridas pelos tucanos são concessões na aposentadoria por invalidez, acúmulo de benefícios e nas regras de transição para servidores públicos.

O governo ainda não conseguiu os 308 votos necessários para que a proposta de reforma seja aprovada na Câmara.

Impossível sem PSDB, diz Maia

O PSDB é o terceiro maior partido na Câmara, com 46 deputados, mas anunciou na semana passada que não vai fechar questão sobre a proposta.

Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é impossível aprovar a reforma sem o PSDB.

O partido deve desembarcar da base de apoio do governo até o final do ano. Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que os tucanos não estão mais na base de sustentação.

Na nota, Tripoli afirma que as dificuldades do governo para consolidar apoio à reforma foram agravadas pelas denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, e que houve "progressiva falta de coesão da base", mas que "não é papel da bancada do PSDB mobilizar os aliados do governo".

"São necessários 308 votos para aprovação da PEC. Hoje, os 46 votos do PSDB seriam insuficientes para suprir o deficit de apoio no plenário", afirma o líder do partido na Câmara.

Ele disse ainda que o partido "não se guia pela impopularidade dos temas ou pela proximidade do calendário eleitoral" e que tem "compromisso com a agenda de reformas" e "opção pela responsabilidade".

Governo já mudou proposta

A falta dos votos necessários já fez com que o governo enxugasse a reforma da Previdência, com mudanças no texto que foram apresentadas na semana passada pelo relator da matéria na Câmara, Arthur Oliveira Maia.

Na manhã desta quarta-feira, em bate-papo com internautas promovido pela TV Câmara, Maia voltou a dizer que o governo ainda não tem os votos, e evitou falar em data para a votação.

O relator disse que "já se cedeu muito" na reforma, mas disse que as mudanças propostas pelo PSDB devem ser analisadas.

Também nesta quarta, Eliseu Padilha disse que o governo espera que a reforma seja votada na Câmara na semana que vem, e que não vê chances de novas concessões. 

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