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'Prévia' do PIB sobe 0,57% em julho e 2,56% em um ano, aponta BC

Do UOL, em São Paulo

17/09/2018 08h41

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" informal do PIB (Produto Interno Bruto), mostrou que a economia cresceu 0,57% em julho, em relação a junho, informou o Banco Central nesta segunda-feira (17).

Na comparação com julho do ano passado, o índice teve alta de 2,56% e no acumulado em 12 meses teve alta de 1,46%. O mês de julho foi marcado por indicadores mistos, refletindo a inconstância da retomada da atividade, cada vez mais pressionada por temores políticos e econômicos com o desfecho das eleições.

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De um lado, o setor de serviços encolheu 2,2% em julho sobre junho, no resultado mais fraco para o mês desde 2011 e bem pior do que o esperado. No mesmo caminho, as vendas no varejo caíram 0,5%, na leitura mais fraca para o mês em dois anos.

Apesar de também ter ficado no vermelho, com recuo de 0,2% na mesma base de comparação, a produção industrial veio melhor que a estimativa. 

Previsões para o PIB de 2018 caíram

Em pesquisa do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira, analistas reduziram de 1,40% para 1,36% suas previsões para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018. 

PIB oficial 

Os últimos dados oficiais do IBGE sobre o desempenho do PIB foram divulgados em agosto. 

A economia brasileira cresceu 0,2% no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior. Foi o sexto resultado positivo após oito quedas nessa comparação. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o PIB subiu 1%, na quinta alta seguida. Em valores atuais, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão.

No ano passado, a economia cresceu 1%, após dois anos seguidos de recessão. Com isso, o país voltou a crescer após dois anos de recessão. Economistas afirmam, porém, que o país levará pelo menos dois anos para voltar ao nível de antes da crise

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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