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Reforma da Previdência


Maia fala em incluir estados depois e discutir capitalização no 2º semestre

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

2019-06-12T19:06:04

2019-06-13T09:00:40

12/06/2019 19h06Atualizada em 13/06/2019 09h00

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, falou sobre a possibilidade de incluir estados e municípios na reforma da Previdência mais para frente e disse que o debate sobre a capitalização deve ficar para o segundo semestre. As declarações foram feitas em entrevista coletiva com outros líderes partidários, na véspera de o relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentar seu parecer.

"Nós estamos trabalhando e vamos trabalhar até o último minuto para inclusão de estados e municípios", disse Maia. Uma das ideias em estudo é aprovar um relatório sem a presença deles, e incluí-los na votação final por meio de emenda.

Sobre a capitalização, Maia afirmou que é preciso "explicar melhor o assunto" para os parlamentares e a sociedade. "Deixo claro que não há rejeição, não há é o entendimento em torno da matéria", afirmou.

O presidente da Câmara estimou que a economia gerada com a reforma deve ficar entre R$ 800 bilhões e R$ 1 trilhão, abaixo do R$ 1,2 trilhão desejado pela equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro.

Mais cedo, líderes de partidos do Centrão disseram que o relator vai retirar do texto as mudanças na aposentadoria rural e no BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos pobres, além da criação do sistema de capitalização.

O relatório do deputado Samuel Moreira deve ser lido amanhã, na comissão especial na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que as "maiores polêmicas" vão aparecer após a apresentação do relatório de Moreira. Ele estima que a comissão vote o relatório em 25 de junho e no plenário da Câmara, antes do recesso de julho.

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UOL Notícias
Errata: o texto foi atualizado
O texto informava anteriormente que o presidente da Câmara estimou a economia gerada com a reforma entre R$ 800 milhões e R$ 1 trilhão. O correto é entre R$ 800 bilhões e R$ 1 trilhão. A informação foi corrigida.

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