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Reforma Tributária

Maia elogia Bolsonaro e prevê reforma tributária aprovada na Câmara em 2020

Presidente da Câmara alinhou discurso de necessidade de reformas com o do presidente -
Presidente da Câmara alinhou discurso de necessidade de reformas com o do presidente

Do UOL, em São Paulo

13/08/2020 13h50

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou hoje um discurso alinhado com o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na busca por aprovar reformas, como a administrativa e a tributária. Esta última, inclusive, rendeu elogios de Maia para a proposta enviada por Bolsonaro ao Congresso. A expectativa do presidente da Câmara é aprová-la ainda esse ano.

"Vamos ter condição de aprovar a reforma (tributária) pelo menos em uma das Casas nesse ano, pelo menos na Câmara. O ideal é que pudesse avançar nas duas, mas não é um tema simples", afirmou Maia.

"Acho que quanto mais ampla (a reforma) melhor, mas acho que o governo mandou uma boa proposta, soma na nossa, soma na do Senado, e espero, sim, que a gente possa ter nos próximos dois meses, no máximo, condições de estar votando essa matéria na Câmara", complementou.

A primeira parte da proposta de reforma tributária foi enviada à Câmara pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, há poucas semanas. Apesar de ser apenas o início do plano do governo de fatiar a reforma, a proposta já recebeu críticas pela possibilidade de aumentar impostos para o setor de serviços. Maia, porém, fez questão de defender o texto.

"Tem muitas polêmicas, muitas distorções de informação. A gente vai olhando alguns setores dizendo que vai ter aumento de carga tributária, a gente sabe que não é isso que vai acontecer, nem no projeto do governo nem no projeto do Congresso", disse.

Administrativa também tem apoio

Maia ainda se colocou ao lado de Bolsonaro na tentativa de aprovar a reforma administrativa, que, segundo ele, vai "organizar melhor a qualidade do serviço público" e "modernizar o estado brasileiro".

"Se o presidente quiser mandar (a proposta de reforma administrativa) ele vai ter todo nosso apoio, apoio de dizer que boa parte do Parlamento, não toda, claro, defende porque a gente entende que há uma concentração de orçamento em atividades que não priorizam o cidadão", afirmou Maia.

"Ele vai ter apoio de grande maioria da Câmara, de forma transparente, defendendo, dividindo com ele qualquer tipo de preocupação, de ônus em relação ao envio dessa matéria que gera polêmica", concluiu.

Debandada do bem

Apesar de se mostrar fiel às intenções de reformas de Bolsonaro e Guedes, Maia aproveitou para cutucar o ministro, após a saída de dois secretários da pasta. Anteontem, Salim Mattar, secretário especial de Desestatização e Privatização, e Paulo Uebel, secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, deixaram o ministério.

Depois de lamentar a saída de Mattar, Maia aproveitou para cutucar Guedes, sugerindo que seria bom o ministro "perder" mais alguns profissionais.

"Têm alguns que estão dizendo que vão sair, não vou citar nomes, acho que seria bom para o ministro da Economia 'perder' ou ter a debandada de alguns que não estão ajudando muito", disse o presidente da Câmara, usando o termo "debandada", que foi utilizado pelo próprio Guedes ao anunciar a saída dos secretários.

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