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Ministro diz que alta no preço dos alimentos não tem ligação com transporte

Tarcísio Gomes de Freitas acredita que naturalmente o mercado vai se ajustar - Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo
Tarcísio Gomes de Freitas acredita que naturalmente o mercado vai se ajustar Imagem: Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

10/09/2020 13h28

Ao abordar a questão do aumento no preço dos alimentos, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, descartou qualquer ligação com a questão dos transportes no Brasil.

"A questão do preço do arroz tem a ver com os produtores que há algum tempo tiveram muito prejuízo. A área plantada diminuiu muito no Brasil e ela, então, passou praticamente a atender a demanda que nós tínhamos. Com o dólar em uma situação favorável e as exportações valendo muito a pena, obviamente você tem um aumento de preços no mercado interno", explicou à rádio Jovem Pan.

O ministro acrescentou que naturalmente o mercado vai se ajustar: "O governo pode estudar algo a nível de impostos, tributos de importação para equilibrar, mas o mercado naturalmente vai voltar. Nós vivemos uma economia de mercado e temos que entender isso como tal".

Tarcísio também ressaltou uma "vitória silenciosa" durante a pandemia do novo coronavírus com os transportes e o abastecimento que não pararam.

"Mesmo com todo fechamento que houve, em que o grande risco naquela oportunidade era o desabastecimento, garantimos o funcionamento das estruturas de transportes, montamos um conselho de secretários e fizemos revisão de decreto de fechamento para que estruturas relacionadas ao transporte como postos de combustíveis, restaurantes de beira de estrada, oficinas e autopeças pudessem funcionar [...] O sistema de transportes funcionou, passamos pela pandemia com prateleiras abastecidas, supermercados cheios, gasolina nos postos, gás de cozinha... não faltou absolutamente nada", disse.

Carreira política

Questionado se pretende se candidatar a outros cargos políticos como governo de Estado ou presidência, Tarcísio afirmou que não há interesse em ocupar outras funções e disse que está focado na Infraestrutura.

"Não está no plano atual nem futuro. Quem eu era antes do presidente Bolsonaro? Ninguém. Ele apostou em mim, me deu condição de trabalhar, me proporcionou um time técnico, tenho craques em cada uma das posições. Todo resultado do ministério se deve à coragem do presidente, que fez esse rompimento, que é difícil. Se fosse qualquer outro candidato eleito em 2018, não teríamos tido essa condução extremamente técnica. Devo também à equipe. É muito importante se manter técnico porque isso nos dá liberdade para tomar as decisões corretas e dizer não", pontuou.

Privatizações

Tarcísio também comentou sobre as necessidades de privatização no Brasil e disse que está totalmente alinhado com a linha liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Fizemos 32 leilões de concessões até aqui. Quando falamos do que vamos fazer em infraestrutura, estamos falando em contratar R$ 250 bilhões em investimento privado e, o que vamos fazer em investimento público é cerca de R$ 20 bilhões até 2022. A parcela do investimento privado é muito mais representativa, sabemos que este é o caminho, nós queremos enxugar o Estado, privatizar companhias docas, liquidar empresas que não fazem mais sentido", finalizou.