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Dólar sobe a R$ 5,595 e Bolsa cai 0,49% após Trump suspender pacote nos EUA

Do UOL, em São Paulo

06/10/2020 17h35

O dólar comercial fechou em alta de 0,52%, cotado a R$ 5,595 na venda. Ontem (5) a moeda norte-americana tinha desvalorizado 1,76%, negociada por R$ 5,566.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda de 0,49%, a 95.615,03 pontos. Na véspera, o Ibovespa tinha fechado a 96.089,19 pontos, com valorização de 2,21%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Trump interrompe pacote de estímulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão das negociações para um pacote de estímulo econômico até depois das eleições, marcadas para 3 de novembro.

O pacote, estimado em trilhões de dólares, seria mais uma tentativa do governo Trump de reduzir o impacto da pandemia do coronavírus nos EUA.

"Eu instruí meus representantes a pararem de negociar até depois da eleição, quando, imediatamente depois de eu ganhar, aprovaremos um grande projeto de lei de estímulo que se concentra nos americanos trabalhadores e nas pequenas empresas", escreveu Trump, em seu perfil no Twitter.

Trump teve alta hospitalar na véspera, após três noites internado. Ele testou positivo para coronavírus na semana passada.

Trégua entre Guedes e Maia

De acordo com analistas, mais cedo o mercado refletia o alívio político no Brasil após conciliação entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que prometeram voltar a trabalhar juntos na agenda econômica do governo.

Após uma escalada nas tensões nas últimas semanas, Maia e Guedes saíram de um jantar com outras autoridades trocando elogios e pedidos de desculpas, sinalizando alinhamento para tocar a pauta econômica do governo, principalmente em relação à agenda de reformas e ao Renda Cidadã, programa que deve substituir o Bolsa Família.

Em meio a dúvidas sobre a saúde fiscal do Brasil, o novo programa de auxílio proposto pelo governo de Jair Bolsonaro tem sido um dos pontos mais recentes de atrito entre Guedes e o Congresso.

"Depois da turbulência da semana passada, a política viveu ontem um dia de alívio e reconciliação", disseram analistas da XP Investimentos em nota.

"Entre outros assuntos, o encontro buscou saídas para destravar o impasse em que se meteu o Renda Brasil", afirmaram, acrescentando que a promessa do senador Marcio Bittar (MDB-AC) de que o financiamento do programa respeitará o teto de gastos também ajudou a melhorar o ânimo doméstico.

*Com Reuters

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