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Guedes decide encurtar férias após polêmica sobre 13º do Bolsa Família

O ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente Jair Bolsonaro durante anúncio sobre o Renda Cidadã, em Brasília - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente Jair Bolsonaro durante anúncio sobre o Renda Cidadã, em Brasília Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

21/12/2020 08h35Atualizada em 21/12/2020 09h13

O ministro da Economia, Paulo Guedes, optou por encurtar as férias de 18 dias às quais teria direito nesse final de ano. A informação foi divulgada pela rede CNN Brasil e confirmada pelo UOL.

O Ministério da Economia afirmou à reportagem que Guedes está em Brasília nesta semana e seguirá trabalhando. Edição do Diário Oficial da União do sábado (19) trouxe que o ministro havia cancelado o período de descanso, que começaria nesta semana e iria até 8 de janeiro.

À CNN, Guedes afirmou que "apenas encurtou" as férias e não as cancelou. O ministro disse ainda que passará o Natal em Brasília para tratar de assuntos com a equipe econômica, embora não tenha especificado quais seriam os temas das tratativas.

A decisão de Guedes ocorre após polêmica na semana passada, quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por não ser concedido o 13º pagamento aos beneficiários do Bolsa Família neste ano.

Maia reagiu e disse que Bolsonaro mentiu. O presidente da Câmara chegou a pautar a votação do 13º do Bolsa Família na Casa na sexta-feira (18), mas depois retirou o tema da ordem do dia.

Ainda na sexta-feira, Guedes, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), tiveram de fazer articulações para barrar a votação do 13º do Bolsa Família.

Isso porque o próprio governo fez um acordo para que o tema não fosse adiante sob o pretexto de não conseguir arcar com os custos do pagamento do benefício.

Guedes chegou a dizer que a inclusão dessa despesa no Orçamento geraria crime de responsabilidade fiscal e poderia levar ao impeachment de Bolsonaro, caso fosse aprovada.