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Dólar opera em alta de 1,49%, vendido a R$ 5,257; acompanhe

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

28/12/2020 14h33Atualizada em 28/12/2020 14h37

O dólar comercial chegou a ser negociado por R$ 5,257 na tarde de hoje (28), no momento do ano que costuma ser marcada por volatilidade e menor liquidez. A moeda norte-americana alcançou o valor por volta das 14h23 (de Brasília), quando subia 1,49%.

Na quinta-feira (24), dia da última sessão, o dólar registrou queda de 0,38%, fechando a R$ 5,180 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Vários operadores chamam atenção para a baixa liquidez dos mercados com a aproximação do Ano Novo, com o menor giro potencializando volatilidade. A expectativa de compra bilionária de dólares por bancos na virada do ano por causa do desmonte do overhedge era apontada como possível fator de pressão para o real.

O overhedge é uma proteção cambial adicional adotada por bancos que deixou de ser interessante depois de mudanças em regras tributárias anunciadas no começo de 2020. Desfazer o overhedge implica compra de dólares.

"Com o final de ano, a liquidez reduzida pode gerar algum movimento mais brusco nos mercados", disse à Reuters João Freitas, analista da Toro Investimentos. "Desde o começo de dezembro vimos o Banco Central ampliando oferta de swaps para melhorar liquidez."

Nos mercados internacionais, o dia era de alívio depois que novas medidas de auxílio econômico foram aprovadas nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump sancionou ontem um pacote de ajuda pela pandemia e de gastos no valor total de US$ 2,3 trilhões, restaurando o auxílio-desemprego a milhões de cidadãos e evitando a paralisação do governo federal.

Após meses de ansiedade em relação ao mercado de trabalho e à saúde das empresas da maior economia do mundo, os mercados internacionais comemoravam a notícia, recebendo ainda o impulso do acordo comercial pós-Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia (UE).

Enquanto isso, sem expectativas de movimentações importantes em Brasília com a aproximação do fim do ano, investidores locais devem levar sua ansiedade em relação ao cenário fiscal doméstico — que tem dominado o radar dos mercados nos últimos meses.

Em meio também a atrasos na agenda de reformas estruturais, os mercados devem ficar à espera de garantias concretas de que o governo não desrespeitará o teto de gastos em 2021.

(Com Reuters)

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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