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Dólar opera em queda, a R$ 5,202, com alívio em tensões Rússia-Ucrânia; Bolsa sobe

UOL*

Em São Paulo

15/02/2022 09h22Atualizada em 15/02/2022 10h37

O dólar comercial operava em baixa na manhã de hoje. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), a moeda caía 0,31%, vendida a R$ 5,202.

Ontem (14) o dólar comercial teve desvalorização de 0,46%, fechando a R$ 5,219 na venda.

O movimento acompanha o alívio internacional nos temores de que a Rússia estaria prestes a invadir a Ucrânia, enquanto o patamar elevado dos juros doméstico continuava atraindo fluxos estrangeiros.

Vindo de cinco altas seguidas, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, mantinha a tendência na manhã de hoje (15). Ele subia 0,43%, registrando 114.388,844 pontos.

Ontem (14) o índice teve alta de 0,29%, fechando a 113.899,188 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Rússia retira parte das tropas

Investidores de todo o mundo respiraram aliviados nesta terça-feira com a notícia de que a algumas unidades militares da Rússia estão retornando às suas bases após exercícios perto da Ucrânia, depois de dias de alertas norte-americanos e britânicos de que Moscou pode invadir sua vizinha a qualquer momento.

Na esteira dessa informação, "os ativos de risco estão apresentando movimento acentuado de tomada de risco", comentou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos.

"Ainda devemos conviver com este risco por algum tempo. De qualquer forma, é natural supor que, se confirmado o recuo do exército russo, há algum prêmio de risco a ser consumido" nos ativos, acrescentou.

Taxa de juros alta atrai investidores

Para além da tensão geopolítica, Kawa apontou a abertura das taxas de juros nos Estados Unidos —que ocorre quando o mercado precifica a aproximação de alta nos custos dos empréstimos— e a percepção de uma postura mais apertada por parte dos principais bancos centrais como "um tema muito mais estrutural e com potencial de impacto mais persistente nos mercados".

"Acredito que haja uma restrição de até que ponto os ativos de risco podem apresentar desempenho positivo" em meio a esse cenário, afirmou.

Os rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos estão em máximas em mais de dois anos em alguns vencimentos, já que o banco central norte-americano, o Federal Reserve, praticamente confirmou que vai começar a elevar os juros em março. A maior parte dos mercados aposta que essa alta será de 0,5 ponto percentual, movimento agressivo que teria potencial de impulsionar o dólar globalmente.

Mesmo assim, o real tem sido bastante resiliente neste início de ano —o dólar registrou na última sexta-feira sua quinta queda semanal consecutiva frente à moeda brasileira, e acumula no ano baixa de 6,5%.

Vários participantes do mercado têm atribuído esse comportamento ao patamar elevado da taxa Selic, já que um maior diferencial de juros entre o Brasil e grandes economias torna o real mais atraente para investidores que buscam retornos elevados. Os custos dos empréstimos domésticos estão em 10,75% ao ano atualmente, enquanto, nos EUA, a taxa está próxima de zero.

*Com Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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