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Dólar opera em queda de 0,97%, a R$ 4,623; Bolsa cai com Eletrobras em foco

UOL

Em São Paulo

20/04/2022 09h19Atualizada em 20/04/2022 14h06

O dólar comercial e a Bolsa de Valores operavam em queda na tarde de hoje (20). Por volta das 14h05 (de Brasília), a moeda norte-americana caía 0,97%, negociada a R$ 4,623, de olho na fraqueza da moeda norte-americana no exterior à medida que os rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos pausavam um rali recente.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira caía 0,8%, registrando 114.135,63 pontos, mesmo em meio à alta dos futuros de ações nos Estados Unidos, diante de noticiário corporativo local carregado.

Reação a dados operacionais de Vale, prévias operacionais de varejistas de alimentos e balanço trimestral da Usiminas, além de expectativa para decisão sobre privatização da Eletrobras, movimentam a sessão.

Ontem (19) o dólar subiu 0,43%, fechando a R$ 4,668 na venda, e a Bolsa teve desvalorização de 0,55%, fechando a 115.056,656 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

As condutas de política monetária de Brasil e Estados Unidos continuavam no centro das atenções e tendem a manter o ambiente doméstico volátil, disse à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da assessoria de câmbio FB Capital, à medida que os mercados tentam avaliar "qual banco central vai pesar mais a mão no (aumento dos) juros".

Bergallo disse que, por trás dos recentes movimentos do dólar, "o mercado ainda está buscando entender qual será o futuro diferencial de juros" entre o Brasil e a maior economia do mundo, levando em consideração que, quanto mais ampla essa lacuna, mais a divisa doméstica tende a se beneficiar.

Isso porque o real ficaria mais atraente para uso em estratégias de tomada de empréstimo em país de juro baixo —como os EUA— e aplicação desses recursos em mercados mais rentáveis.

Embora a Selic —atualmente em 11,75%— seja uma das taxas de juros nominais mais altas do mundo, há grandes expectativas de endurecimento do ciclo de aumento de juros iniciado no mês passado nos Estados Unidos.

O dólar recuava contra a maioria das principais moedas globais nesta quarta-feira, com seu índice frente a uma cesta de rivais de países ricos perdendo 0,5%, mas ainda perto de máximas em dois anos. A moeda tem sido impulsionada por um rali nos rendimentos dos Treasuries, que fazia uma pausa nesta quarta-feira.

Mais cedo na sessão, os rendimentos reais —ajustados pela inflação— dos EUA testaram níveis positivos pelo segundo dia consecutivo, antes de arrefecerem.

Apesar do recuo dos rendimentos, que derrubava a moeda norte-americana globalmente no dia, alguns dos principais pares emergentes do real tinham desempenho fraco, com o peso chileno rondando a estabilidade frente ao dólar, enquanto rand sul-africano, peso mexicano e sol peruano operavam no vermelho.

Investidores digeriam a notícia de que a China manteve suas taxas de empréstimo inalteradas, em movimento que pegou muitos de surpresa, com os mercados avaliando a decisão como cautela de Pequim para adotar mais medidas de afrouxamento.

A China é importante parceira comercial de muitos países em desenvolvimento, especialmente os da América do Sul e Central, que vendem grandes quantidades de matérias-primas, petróleo e metais industriais à segunda maior economia do mundo, de forma que investidores regionais devem acompanhar atentamente quaisquer indicações sobre a adoção de estímulos por lá.

Enquanto isso, no Brasil, investidores monitoravam com cautela o noticiário fiscal, em meio à pressão de servidores por reajustes salariais. Na véspera, funcionários do Banco Central aprovaram a suspensão de uma greve deflagrada no início do mês, mas continuarão trabalhando em regime de operação padrão, com paralisações parciais diárias.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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