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Havan deverá indenizar em R$ 30 mil empregada coagida a votar em Bolsonaro

Imagem ilustrativa mostra fachada da loja da Havan de Porto Belo, Santa Catarina - Reprodução
Imagem ilustrativa mostra fachada da loja da Havan de Porto Belo, Santa Catarina Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

18/05/2022 20h56Atualizada em 20/05/2022 10h01

A empresa Havan foi condenada a indenizar em R$ 30 mil uma mulher que trabalhava na varejista em 2018 e se sentiu coagida a votar conforme as preferências do dono da companhia, Luciano Hang. O empresário é um ferrenho apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), desde a época em que ele era candidato.

Segundo a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, as pressões de Hang se enquadram em "utilização do poder diretivo do dono" da Havan para "induzir seus empregados a votarem em seu candidato", Bolsonaro. Ao UOL, a companhia disse que entrará com "o recurso devido ao TST (Tribunal Superior do Trabalho)".

Em 2018, o empresário publicou ao menos dois vídeos afirmando que, caso Bolsonaro fosse derrotado no pleito de 2018, as lojas da Havan corriam risco de fechar e deixar milhares de pessoas sem emprego.

Em uma das gravações, Hang disse estar preocupado com os trabalhadores que planejavam em anular o voto. Ele, então, indica que, se seu candidato não tivesse vitória, ele "jogaria a toalha".

"A Havan vai repensar nosso planejamento. Talvez, a Havan não vá abrir mais lojas. Você está preparado para sair da Havan? [...] E que a Havan pode um dia fechar as portas e demitir os 15 mil colaboradores que vamos ter no fim do ano?", falou.

As pressões do empresário foram veiculadas em redes sociais e também em peças de comunicação interna da companhia.

A empresa recorreu da decisão, que foi mantida pelo tribunal por entender que os direitos da funcionária foram violados.