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Após saída de Pedro Guimarães, Caixa admite que recebeu relatos de assédio

Os presidentes da Caixa Ecônomica Federal, Pedro Guimarães e da República, Jair Bolsonaro - Antonio Cruz/Agência Brasil
Os presidentes da Caixa Ecônomica Federal, Pedro Guimarães e da República, Jair Bolsonaro Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

29/06/2022 22h15

A Caixa Econômica Federal admitiu, em nota divulgada na noite desta quarta-feira (29), que recebeu denúncias de assédio e abriu investigação interna em maio deste ano.

O posicionamento foi divulgado após a saída do ex-presidente da instituição, o economista Pedro Guimarães, acusado de assédio sexual. A saída, publicada no DOU (Diário Oficial da União), ocorre depois de o site Metrópoles ter publicado, ontem, relatos de funcionárias que afirmam terem sido alvo de toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites incompatíveis à relação de trabalho. Guimarães havia sido indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019.

A nota da Caixa não cita o nome de Pedro Guimarães e diz que o processo corre em sigilo.

Para o lugar de Guimarães, o governo anunciou ainda nesta quarta Daniella Marques Consentino, considerada uma das protagonistas da gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia. A nomeação foi antecipada pela colunista Carla Araújo, do UOL.

"O presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere a Constituição, e tendo em vista o Estatuto da Caixa Econômica Federal, resolve exonerar, a pedido, Pedro Guimarães do cargo de presidente da Caixa Econômica Federal e nomear Daniella Consentino para exercer o cargo", destacou o DOU.

Na carta com o pedido de demissão, o ex-chefe da estatal negou as acusações.

Leia o que diz a Caixa sobre as denúncias de assédio

"A CAIXA repudia qualquer tipo de assédio e informa que recebeu, por meio do seu canal de denúncias, relato de casos desta natureza na instituição. A investigação corre em sigilo, no âmbito da Corregedoria, motivo pelo qual não era de conhecimento das outras áreas do banco.

Por oportuno, a CAIXA destaca que o seu canal de denúncias é administrado por órgão externo à instituição, que garante a transparência, segurança e proteção para denunciantes (empregados, clientes, usuários, terceirizados, parceiros) que queiram apontar atos ilícitos cometidos por empregados CAIXA ou que tenham tido sua participação.

No âmbito da investigação interna que está em andamento, instaurada em maio de 2022, foram realizados contatos com o/a denunciante, que permanece anônimo/a.

Foram ainda realizadas diligências internas que redundaram em material preliminar, que está em avaliação. Portanto, a Corregedoria admitiu a denúncia e deu notícia ao/à denunciante, se colocando à inteira disposição para colher o seu depoimento, mantendo seu anonimato. Eventuais novas informações serão imediatamente integradas ao procedimento de apuração."