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Lei garante que Guimarães continue recebendo R$ 56 mil por seis meses

O ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães  - Tomaz Silva/Agência Brasil
O ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

29/06/2022 19h11

Pedro Guimarães, que deixou a presidência da Caixa após denúncias de assédio sexual, continuará recebendo salários pelos próximos seis meses. Ele ganhava R$ 56 mil mensais. Na soma, isso significa que receberá R$ 336 mil após o pedido de demissão.

Guimarães tem direito a receber a quantia por conta da lei da quarentena. A legislação estipula um período pelo qual quem ocupava cargos estratégicos não pode assumir função na iniciativa privada. Isso acontece para evitar conflito de interesses e uso de informações privilegiadas obtidas por meio das funções exercidas. O cargo de presidente da Caixa se enquadra nesse critério.

Apesar das denúncias, não há impedimento para que Guimarães receba o montante.

Em sua carta de demissão, o economista declarou que combateu o assédio dentro do banco, negou as acusações e disse ser colocado em uma "situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade".

Para o lugar de Guimarães, o governo anunciou a secretária especial de Produtividade e Competitividade Daniella Marques Consentino, que sempre teve protagonismo na gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

"O presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere a Constituição, e tendo em vista o Estatuto da Caixa Econômica Federal, resolve exonerar, a pedido, Pedro Guimarães do cargo de presidente da Caixa Econômica Federal e nomear Daniella Consentino para exercer o cargo", destacou o DOU.