PUBLICIDADE
IPCA
-0,68 Jul.2022
Topo

Após denúncias, bancários da Caixa fazem 'Dia da Luta contra Assédio'

Protesto contra Pedro Guimarães, agora ex-presidente da Caixa, sobre denúncias de assédio - Gabriela Biló - 29.jun.2022/Folhapress
Protesto contra Pedro Guimarães, agora ex-presidente da Caixa, sobre denúncias de assédio Imagem: Gabriela Biló - 29.jun.2022/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

05/07/2022 17h00

Em meio a investigações sobre denúncias de assédios moral e sexual contra Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, bancários brasileiros organizaram e articularam o 'Dia Nacional de Luta contra assédio moral e sexual'. A iniciativa é idealizada pelo Comando Nacional dos Bancários, que reúne entidades e sindicatos da área.

O 'Dia Nacional da Luta contra assédio' é uma maneira de resistir contra esses tipos de crimes em ambientes de trabalho. A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das cordenadoras do Comando, Juvandia Moreira, disse que o movimento "desencadeou expressivo envolvimento".

"As entidades sindicais já repercutiram os fatos cobrando apuração e, com isso, desencadeou expressivo envolvimento em âmbito nacional. Não vamos parar enquanto todos os casos não forem investigados e os culpados punidos", afirmou, em nota oficial da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal).

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, destacou a importância de um dia como esse, em seu perfil no Twitter. Afirmando que o "assédio se dá em todos os níveis", ele defende que "não podemos mais tolerar isso".

Takemoto também afirmou que a Fenae, em si, não recebeu as denúncias de assédio sexual. Ainda assim, "as de abuso moral são frequentes", afirmou o presidente da Fenae.

No perfil oficial da Fenae, a federação divulgou resultados de uma pesquisa feita com empregados da Caixa. De acordo com eles, seis em cada 10 empregados afirmaram ter sofrido assédio moral dentro do banco no ano passado.

"As denúncias de assédio sexual trazem à tona a face de uma gestão desumanizada, com foco nos números e resultados e marcada pelo assédio moral, cobrança de metas abusivas e perseguições", criticou também a Fenae.

O UOL entrou em contato com a Caixa para comentar a manifestação e aguarda posicionamento.