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Haddad diz que deu condições para Selic cair e reforça pressão sobre BC

Fernando Haddad em coletiva sobre arcabouço fiscal - Diogo Zacarias / MF
Fernando Haddad em coletiva sobre arcabouço fiscal Imagem: Diogo Zacarias / MF

Do UOL, em São Paulo

26/04/2023 20h44Atualizada em 26/04/2023 20h44

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a pressão sobre o Copom, do Banco Central, que irá se reunir na próxima semana. O governo Lula (PT) pressiona desde o começo do ano para o comitê abaixar a taxa básica de juros, a Selic.

O que aconteceu:

Haddad afirmou que "só temos boas notícias da inflação e recomposição do orçamento", ou seja, haveria um cenário econômico favorável para reduzir a Selic, que está a 13,75%. O Copom se reúne nos dias 2 e 3 de maio.

"Com essa taxa, de 13,75%, o Brasil não vai crescer. Mas criando as condições, e elas estão criadas, para abaixar... Empresário tem que ganhar dinheiro com juros baixos e investindo", falou. Mês passado, ele considerou a manutenção da Selic a esse valor como "preocupante".

Entre as melhorias do governo, o ministro citou o arcabouço fiscal: "Ele é estável, crível. Virou uma cruzada, vamos tomar Jerusalém e arrumar as contas públicas para ter paz".

Haddad disse existir "interesse mundial" no país e "muita gente esperando a definição das poucas coisas que faltam para investir no Brasil".

Ele mira votar a Reforma Tributária ainda este semestre e disse que a medida "vai colocar pá de cal em vários problemas. Nossa intenção não é aumentar carga tributária, mas mantê-la estável".

O ministro ainda afirmou não acreditar que a CPI sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro irá desacelerar o ritmo das apreciações de pautas econômicas no Congresso.