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Petrobras permanece com prêmio alto na venda de combustíveis, diz CBIE

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras permanecerão ainda muito acima dos realizados no mercado internacional, mesmo após a redução dos valores da gasolina e do diesel vendidos pela petroleira anunciada nesta sexta-feira (14), segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

O preço da gasolina ficará 12,5% mais caro no Brasil do que no exterior, ante 15% anteriormente, segundo cálculos que levam em consideração cotações do dólar e do barril de petróleo Brent desta sexta-feira.

Já o diesel passará a ficar 22% mais caro no Brasil do que no exterior, ante 25% anteriormente.

A companhia anunciou a redução do valor do diesel em 2,7% e da gasolina em 3,2% nas refinarias (média Brasil), a partir da zero hora de sábado (15), em uma decisão que levou em conta a defesa de sua fatia de mercado e a sazonalidade dos preços globais.

Acordo da Opep

O diretor do CBIE, Adriano Pires, destacou que o valor do barril do Brent, referência internacional, se valorizou nos últimos dias, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fecharem um acordo para reduzir a produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia (bpd).

O quanto cada país da Opep vai produzir deverá ser decidido na próxima reunião formal da entidade em novembro, quando um convite para se unir aos cortes deverá ser estendido para países de fora do grupo, como a Rússia. Para Pires, ainda há um grande cenário de incerteza no mercado internacional que poderá alterar a cotação do petróleo.

"Acho que a Petrobras deveria ter anunciado a nova política hoje e ter aguardado para tomar uma decisão de redução ou não após a (próxima) reunião da Opep", afirmou Pires à agência de notícias Reuters.

Reação do mercado

A margem de ganho da Petrobras com o reajuste de preços de combustíveis não foi informada por executivos em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, quando alegaram que as informações são estratégicas para a empresa.

Pires destacou, contudo, que a sinalização apresentada pela empresa sobre a política de preços foi positiva.

"O mercado gostou (do anúncio da política de preços de combustíveis) porque há algum tempo ele está exigindo da empresa uma maior transparência e hoje essa maior transparência foi dada, ainda que de forma um pouco subjetiva. Vamos ver agora como as coisas vão se dar de fato", afirmou Pires.

Entre novembro de 2014 --quando a diferença entre os preços no Brasil e no mercado internacional passou a ser positiva para a Petrobras-- e julho de 2016, a estatal acumulou ganho de R$ 29 bilhões com a compra de gasolina e diesel mais baratos no exterior e a revenda no mercado doméstico a preços mais altos, informou o CBIE por email.

O montante, segundo o CBIE, é o saldo líquido acumulado medido pelo custo de oportunidade.

(Por Marta Nogueira)

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