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Mercado vê menor rombo primário em 2017 e 2018, mostra Prisma Fiscal

Marcela Ayres

14/12/2017 09h52

Os economistas melhoraram suas contas para o deficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) tanto neste ano quanto no ano que vem, diante do aumento visto na receita líquida, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Ministério da Fazenda.

De acordo com a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a projeção para o rombo primário de 2017 caiu ligeiramente a R$ 156,736 bilhões, sobre R$ 157,414 bilhões antes. Com isso, seguiu dentro da meta de deficit de R$ 159 bilhões para o ano.

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Para 2018, a expectativa para o deficit primário também recuou a R$ 155 bilhões, contra R$ 156,406 bilhões anteriormente, e também dentro da meta, que é novamente de saldo negativo em R$ 159 bilhões.

O governo, contudo, deve enfrentar desafios para fechar as contas dentro do esperado no próximo ano já que precisa do aval do Congresso Nacional para uma série de medidas de ajuste fiscal que seguem tramitando lentamente.

Na véspera, o Congresso aprovou o Orçamento de 2018, o que na prática abre o caminho para o recesso parlamentar.

Dentre as medidas ainda não analisadas estão a mudança na tributação de fundos fechados, a reoneração da folha de pagamento das empresas, o adiamento do reajuste do funcionalismo público e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores.

Sem nenhuma dessas fontes de receita, o governo terá que bloquear R$ 21,4 bilhões do Orçamento em 2018, o que deverá ter impacto significativo sobre investimentos e no funcionamento da máquina pública.

O Prima mostrou ainda que, para a trajetória da dívida bruta, os economistas pioraram um pouco suas estimativas para 2017, a 75,20% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 75,11% na leitura passada. Para 2018, a expectativa também subiu a 77,21% do PIB, contra patamar de 77% visto anteriormente. 

Por que a inflação no nosso bolso parece maior do que a inflação oficial?

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