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Petrobras vende polêmica refinaria de Pasadena à Chevron

Refinaria de Pasadena - Richard Carson/Agência Petrobras
Refinaria de Pasadena Imagem: Richard Carson/Agência Petrobras

31/01/2019 08h24

HOUSTON/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras assinou contrato para a venda da polêmica refinaria em Pasadena, no Texas, à norte-americana Chevron , disseram as companhias na quarta-feira (30), confirmando reportagem da agência de notícias Reuters mais cedo na semana.

O valor final da transação é de US$ 562 milhões, uma vez que inclui a compra das ações do sistema de refino de Pasadena e ainda US$ 212 milhões em capital de giro, sujeitos a ajustes até a data de fechamento da aquisição.

A refinaria nos EUA, que havia sido comprada pela Petrobras em 2005, foi alvo de uma série de denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato. O caso levou à abertura pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de processo sancionador contra a ex-presidente Dilma Rousseff e mais 11 pessoas para apurar eventuais irregularidades no negócio.

A estatal brasileira pagou um total de US$ 1,2 bilhão por Pasadena, em transação que envolveu inicialmente 50% do ativo por US$ 360 milhões. Após uma disputa em uma câmara de arbitragem com a sócia Astra Oil, a Petrobras foi obrigada a desembolsar milhões de dólares adicionais pela outra metade do ativo.

Na época, Dilma era ministra da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva e presidente do conselho de administração da Petrobras.

Em 2014, quando questionada sobre os problemas na aquisição de Pasadena, a então presidente Dilma disse que recebeu informações incompletas das diretorias da Petrobras responsáveis pela negociação, o que a induziu a aprovar o negócio.

A operação

Além da refinaria de Pasadena, com capacidade de 110 mil barris por dia (bpd), a Chevron ficará com um complexo de 188,5 hectares no canal de navegação de Houston que inclui tanques de estocagem com capacidade para 5,1 milhões de barris de petróleo e produtos refinados, assim como 143 acres adicionais em terrenos, disse a Chevron.

A Chevron, que teve um aumento de 150 mil bpd na produção de petróleo "shale" no terceiro trimestre, disse que fechou a compra do ativo na Costa do Golfo para lidar com esse petróleo e abastecer melhor sua rede de postos de combustíveis. A refinaria de Pasadena produz principalmente gasolina e derivados como diesel.

"A expansão de nossos sistemas de refino na Costa do Golfo permite à Chevron processar mais petróleo leve doméstico, abastecer uma porção de nosso mercado de varejo no Texas e Lousiana com produtos da Chevron e obter sinergias por meio da coordenação com nossa refinaria em Pascagoula", disse em nota o vice-presidente executivo da Chevron Downstream e Químicos, Pierre Breber.

O negócio envolve a subsidiária da Petrobras que opera a refinaria, Pasadena Refining System, e a que detém as demais propriedades, PRSI Trading.

Uma vez aprovada por reguladores, a aquisição fará de Pasadena a segunda refinaria operada pela Chevron na Costa do Golfo do México e sua única no Texas.

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